São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sábado 18 de novembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.319 - Visualizações: 19.422.689 - Postagens: 32.192

De onde vem a força para sairmos da crise?



POR FERNANDO BRITO · 19/08/2017

Tive de fazer um destaque na foto acima, da chegada de Lula a um dos eventos iniciais de sua caravana, na Bahia, para não virar um “onde está Wally” para que as pessoas possam perceber a massa humana que ele atrai.

Que político é capaz disso, no Brasil de hoje?

Temer, talvez, se for aqui na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, a la Sarney, num linchamento que ninguém deseja.

Isso é o que a nossa elite chama de “populismo”.

Curiosamente, quando o político é de direita, não é “populista”.

Alguém já leu que Bolsonaro é populista?

Mas nossa esquerda embarca estupidamente nisso e  faz coro à direita.

Não compreendem que um líder é um pólo, capaz de imantar a vontade coletiva, que de outra forma não assume direção, nem sentido, nem – por isso – é capaz de apontar uma direção.

É gente incapaz de compreender a força magnética das partículas que somos todos nós.

Não falo com rancor, não.

Isso, para nós que viemos da classe média, tem uma certa transcendência.

Significa uma empatia.

Quer dizer deixarmos de ser o individualista, o meritocrata, e nos assumirmos parte de uma corrente caótica e poderosa que se chama povo.

Sem a qual nunca se fez um país.

Algo em que somos retardatários na história de humanidade.

Algo que nos faz retardatários na historia das nações.

Lula não é o senhor Luís Inácio Lula da Silva.

Que, como todos nós, tem erros e  acertos.

É um simbolo e é como símbolo  que importa.

Os elitistas de esquerda sempre se incomodam com os símbolos.

Jamais ficam felizes com o  que eles simbolizam.

A esquerda de classe média, direita por vezes à sua própria revelia, não acredita nos poderes do povo.


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