São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 19 de outubro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.289 - Visualizações: 18.935.765 - Postagens: 32.192

Jornal O Globo reconhece em editorial que Temer só se safa comprando deputados


O jornal O Globo publicou mais um editorial em que ataca Michel Temer —governante ilegítimo que a própria empresa ajudou a colocar no poder; o periódico da família Marinho diz que o peemedebista só se mantém no Planalto graças a um balcão de negociatas, em que deliberadamente compra deputados


27 DE SETEMBRO DE 2017

Em seu editorial nesta quarta-feira, o jornal O Globo ataca, mais uma vez, as manobras de Michel Temer para permanecer no Poder.

Confira abaixo trechos do texto:

"A aprovação da admissibilidade da acusação necessita de 342 votos, ou dois terços da Câmara. Ou seja, com o apoio de 172 deputados, no plenário, o presidente susta a denúncia. Na primeira, obteve 263 votos.

Mas, como sabido, o governo Temer está fragilizado pelas próprias acusações, e se fragiliza mais ainda à medida que crescem as pressões para a 'venda' de apoio, a fim de que o Planalto saia vencedor neste embate. Primeiro, na Comissão de Constituição e Justiça; depois, no plenário da Câmara.

Um obstáculo a Temer e grupo é que o cobertor está curto. O governo já foi obrigado a rever a meta fiscal, que é de déficit, ampliando-a, este ano e em 2018, para R$ 159 bilhões em cada um deles.

Na primeira denúncia, dos R$ 4,17 bilhões de emendas previstas para de 1º de janeiro a 4 de agosto, R$ 4,03 bilhões, ou 96,6% das emendas, foram liberados em junho e julho, não por coincidência pouco antes da votação decisiva, em 3 de agosto.

Mas emendas também são finitas, até porque parlamentares querem utilizar parte delas para compor o Fundo Partidário, depois da grande e merecida resistência a que se usasse mais dinheiro do contribuinte para financiar as campanhas. Esta ideia foi aprovada ontem à noite pelo Senado.

Mas ainda parece haver mercadoria no saco de bondades do presidente — sempre às custas do Tesouro, por óbvio, e, portanto, do equilíbrio fiscal."


Brasil 247

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