São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 14 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.345 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

EDP mostrou interesse em construir uma segunda usina termelétrica (UTE) em São Gonçalo do Amarante



O prazo de construção previsto é de três anos e meio e o investimento previsto é de R$ 1,5 bilhão


08/10/2017

A companhia Energias de Portugal (EDP), administradora da usina termelétrica (UTE) Pecém I, anunciou ontem que possui interesse em construir outra usina no Estado de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. O projeto ainda não foi concluído, mas o vice-presidente da EDP Brasil, Luiz Otavio, afirmou que o Ceará concorre com outros dois estados para receber o equipamento.

Em entrevista, concedida durante evento de inauguração do novo prédio administrativo da Usina Termelétrica do Pecém (UTE Pecém), Luiz disse que o local definido para a usina também será o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), em São Gonçalo do Amarante, mas não quis revelar os estados concorrentes. O projeto ainda está em processo de análise, em busca de investidores, mas após a confirmação, ele diz que levará em torno de três anos e meio para a conclusão.

Diretor de Operação e Construção da EDP, Lourival Teixeira ressalta que apenas a usina Pecém I, administrada pela EDP, produz energia suficiente para abastecer 50% de tudo que é consumido no Estado. Ele destacou ainda a alta taxa de disponibilidade do equipamento, que chega a 91%. “Chegamos a uma taxa de falha, por ano, de 5,4 no fim de setembro. O ONS exige que esse número para uma termelétrica fique em 10. Atingimos quase a metade disso no acumulado do ano. Nosso objetivo é fechar 2017 com um índice abaixo de cinco. Com esse número menor, atingimos uma eficiência energética acima da média”, explica.

Ele afirma que apesar das críticas do uso de carvão mineral como insumo para o funcionamento da usina, o material usado vem em sua maior parte da Colômbia, onde o produto possui menos resíduos e polui menos o ambiente.

O diretor administrativo financeiro da EDP, Dione Freitas, elogiou o “alto desempenho” da esteira do Porto do Pecém e, segundo ele, isso reflete em um volume de recebimento maior de carvão, barateando os custos de produção e aumentando o potencial energético da usina. “O Brasil precisa da energia que o Pecém produz. Sempre que o País precisou, o Pecém respondeu. Vivemos um momento complicado de crise hídrica em todo o Brasil. E neste momento, a Usina Termelétrica do Pecém vai cumprir seu papel”.

Prédio sustentável

Na manhã de ontem, foi inaugurado prédio administrativo da Usina Termelétrica do Pecém pela EDP. O equipamento foi construído reaproveitando cinzas de carvão mineral usados na usina. Além disso, o prédio possui sistema de climatização e iluminação que aproveita as condições naturais.


O novo ambiente também conta com uma tecnologia de reutilização de água, que capta água da chuva e a direciona para o uso em caixas sanitárias e irrigação de jardim. A EDP investiu R$ 5,8 milhões na pesquisa de utilização de cinza de carvão mineral, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e Faculdade de Tecnologia do Nordeste (Fatene). 


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