São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 24 de novembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.325 - Visualizações: 19.422.689 - Postagens: 32.192

O futuro chegou no Ceará - Parte 02 - Mais voos para o Brasil e para a Europa


Localização estratégica, potencial turístico, educação de qualidade e situação fiscal influenciaram empresas e companhias aéreas nacionais e estrangeiras a investir no Ceará



05/11/2017 - A estratégia de transformar o Ceará em um centro de conexões com o mundo, atraindo negócios e investimentos, faz parte de um projeto ousado e inovador. Em setembro, o Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, foi escolhido para sediar o disputado hub das empresas aéreas Air France-KLM e Gol.

A cada semana, serão dois voos da Air France para Paris, três da KLM para Amsterdã além de um crescimento de 35% na oferta de assentos nos voos nacionais da Gol e da criação de uma nova rota entre Fortaleza e Natal. As novas operações terão início em maio de 2018.

Fortaleza já conta hoje com cinco voos semanais para Lisboa, via TAP (veja quadro nesta página).

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a instalação do novo hub deverá atrair mais empresas aéreas e, assim, ampliar o número de voos para América do Norte, Europa e África.

Não é apenas o setor de turismo que deverá sentir os reflexos positivos dessa medida. As áreas de serviço e comércio, que representam quase 70% do PIB cearense, também serão beneficiadas. O Governo do Ceará já encomendou ao Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) um estudo para mensurar o impacto financeiro gerado pelo novo centro de conexões aéreas.

O fato da empresa alemã Fraport ter vencido, no início do ano, o leilão de concessão do aeroporto acabou dando visibilidade a Fortaleza.

A Fraport administra aeroportos em várias partes do mundo e é conhecida pelo foco em eficiência e segurança. A empresa vai investir cerca de R$ 2 bilhões em obras de expansão no Pinto Martins. A melhoria na área de transporte de carga dará agilidade ao escoamento de produtos perecíveis produzidos no Estado, como flores, frutas e pescados.

Não foram apenas a localização geográfica estratégica e o potencial turístico que influenciaram a Fraport, Gol, AirFrance-KLM a investir no Estado. O fato do Ceará oferecer educação de qualidade, ter ampla infraestrutura logística e ser considerado o Estado com melhor situação fiscal do país também pesou na decisão.

A Fraport diz ter escolhido o Ceará por acreditar “firmemente em seu crescimento”. Já a Gol afirma que o novo hub foi o passo mais importante da parceria de três anos com a Air France-KLM. “Com certeza, essa novidade atenderá a muitos turistas e a clientes corporativos, gerando ainda mais negócios e desenvolvimento para a região”, afirma Celso Ferrer, vice-presidente de planejamento da Gol.


Para os empresários, toda a região Nordeste sairá ganhando. “Ainda há muito potencial para crescermos. Hoje, apenas 6% dos que vêm para o Ceará são estrangeiros”, afirma Eliseu Barros, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará.



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