São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 12 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.343 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

O futuro chegou no Ceará – Parte 05 – Energia limpa e farta


Estado tem potencial para exportar energia sustentável e garantir abastecimento confiável e barato para as empresas


26/11/2017

No Ceará, ouve-se que o Estado tem duas minas de ouro: o sol e os ventos. E não se trata apenas de atrativos turísticos, são motores para o desenvolvimento econômico. O Estado está no caminho certo para explorar essas duas riquezas, e a previsão é de que em dois anos mais de 50% da energia elétrica consumida no Ceará venha de fontes limpas e renováveis, caso da eólica e da solar.

A energia eólica é a que avança com mais rapidez. Já são 61 parques eólicos em operação e outros 19 em construção. Em dezembro, o governo federal irá realizar mais um leilão de energia, e há vários projetos para o Ceará. A região Nordeste é considerada uma “Arábia Saudita” quando se trata de geração de energia pela força dos ventos devido a três características: boa velocidade, baixa turbulência e uniformidade. Para ter uma ideia, a média mundial do índice que mede a capacidade de produção de energia de um aerogerador ao longo de um ano é de 25%. A brasileira, de 40,7%. No Ceará, está na casa dos 50%. O avanço das tecnologias faz com que caia também os custos de produção e, se hoje a energia eólica é competitiva com a que vem de usinas hidrelétricas e térmicas, a previsão é de que ela fique mais barata no curto prazo.

Estudos mostram que o Ceará tem potencial de gerar 80 gigawatts de energia eólica, o que é mais de 60 vezes o que o Estado consome hoje, somando-se todas as forma de energia elétrica. “Temos condições de ser um grande exportador de energia e, ao mesmo tempo, de garantir energia limpa, barata e de qualidade para as empresas que queiram se instalar no Estado”, afirma Joaquim Rolim, coordenador do Grupo de Energia da Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará). A energia eólica movimenta ainda toda uma cadeia econômica no Estado, que já possui empresas que fabricam as torres, os aerogeradores e as pás.

No caso da energia solar, a indústria ainda está se desenvolvendo no país. Mas, com o alto índice de insolação no Estado o ano todo, o sol é de fato o outro ouro a ser explorado pelo consumidor e por empresas que fabricam equipamentos para gerar essa energia e queiram investir no Ceará. Um estudo mostra que em apenas 1,6% do território cearense, na região árida do Sertão dos Inhamuns, seria possível produzir, via energia solar, o equivalente a seis Itaipus.


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