São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 12 de dezembro de 2017 - Ano: X - Edição: 3.343 - Visualizações: 19.638.129 - Postagens: 32.192

Porto do Pecém em São Gonçalo do Amarante amplia capacidade para até 28 milhões de toneladas


Homologação dos calados era necessária para dar andamento às tratativas para três novas linhas


28/11/2017 - A homologação dos calados operacionais do Porto do Pecém vai possibilitar que o equipamento tenha seus oito berços trabalhando em capacidade máxima, proporcionando ao equipamento movimentar até 28 milhões de toneladas em cargas por ano, número bem acima das 15 toneladas em cargas previstas para 2017. A ampliação da operação do Porto com homologação dos calados era um dos pontos necessários para dar andamento às tratativas para três novas linhas: uma na Europa, uma na Ásia e uma na América do Norte, segundo o presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Danilo Serpa.

A nova definição dos calados foi realizada após processo de atualização da batimetria, que é a medição da profundidade do calado) para ampliar a operação nos oito berços do Porto do Pecém. A Capitania dos Portos considerou o ganho no Pecém considerável, levando em conta que cada 10 centímetros a mais de calado representam aumento médio de capacidade em cerca de 5 mil toneladas de carga por navio. Há locais em que o Pecém obteve uma atualização de até três metros, o que equivale a possibilidade de receber navios com capacidade de carregar até 150 mil toneladas a mais do que já é operado atualmente.

A cerimônia de assinatura da portaria de definição dos calados operacionais do Porto do Pecém foi realizada ontem (27), com a presença do presidente Danilo Serpa e do Capitão de Mar e Guerra Leonardo Salema, na sede da Capitania dos Portos. Danilo Serpa destacou que, com a batimetria homologada, é possível utilizar todos os berços em sua capacidade máxima em termos de tamanho e peso dos navios. "A portaria agiliza ainda a operação, pois já estabelece quais navios podemos atender e em quais condições", afirma o presidente do CIPP. O estudo foi realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Hidrográficas (INPH) e pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM).

 "Essa batimetria é fundamental, porque a gente não poderia trabalhar com as grandes agências sem a batimetria homologada. Com essa homologação, poderemos trabalhar esses berços em capacidade máxima. O Pecém passa pela segunda ampliação com os berços em operação, com os novos guindastes, e isso amplia a capacidade de movimentação de cargas do Porto", detalhou Danilo Serpa.

Leonardo Salema destacou a possibilidade de o Pecém receber navios maiores, sem a necessidade de dragagem. "As características da região são muito favoráveis. E nós da Capitania dos Portos temos um grande prazer em concluir esse trabalho que traz ganhos significativos para o estado do Ceará, fomenta a economia e toda a cadeia num ciclo de crescimento", declarou.


Diário do Nordeste

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