São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - domingo 21 de janeiro de 2018 - Ano: X - Edição: 3.383 - Visualizações: 20.025.239 - Postagens: 32.877

Engevix pagou propina a operador de Michel Temer


Controladora do aeroporto de Brasília, a empresa argentina Corporación América, identificou pagamento de propina ligado ao terminal; em 2014, a companhia argentina tinha como sócia no empreendimento a Engevix, empreiteira investigada na Lava Jato; um dos sócios da Engevix, José Antunes Sobrinho, negociou um acordo de delação com o Ministério Público Federal e relatou o pagamento de R$ 1 milhão em propina, em 2014, ao coronel João Baptista Lima Filho, apontado como operador de Michel Temer; repasse teria sido por meio de uma fornecedora do aeroporto, a empresa de mídia Alúmi; amigo pessoal de Temer, coronel Lima já estava envolvido em acusações de propina no Porto de Santos


22 DE DEZEMBRO DE 2017

A empresa argentina Corporación América –controladora do aeroporto de Brasília– identificou um possível pagamento de propina no valor de US$ 250 mil, feito em 2014. A informação está em comunicado ao mercado americano.

Em 2014, a operadora aeroportuária argentina tinha como sócia no empreendimento a Engevix. A empreiteira foi investigada na Lava Jato, teve um dos sócios presos e, para superar problemas financeiros, vendeu a sua parte à Corporación em 2015.

No comunicado às autoridades americanas, a empresa diz que, ao avaliar a contabilidade pregressa, não conseguiu explicar o destino de milhares de dólares e reportou o problema para não ser responsabilizada futuramente.

A Engevix ganhou projeção nos escândalos envolvendo empresários e políticos quando um dos sócios, José Antunes Sobrinho, negociou um acordo de delação com o Ministério Público Federal, em 2016. Sobrinho presidia o conselho de administração do aeroporto em 2014.

Em documentos que vazaram, Antunes Sobrinho relatou o pagamento de R$ 1 milhão em propina, em 2014, ao coronel João Baptista Lima Filho, apontado como operador de Michel Temer. O repasse teria sido por meio de uma fornecedora do aeroporto, a empresa de mídia Alúmi.


As informações são de reportagem de Taís Hirata, Reynaldo Turollo Jr e Fábio Fabrini na Folhade S.Paulo.

0 comentários:

[ Deixe-nos seu Comentário ]