São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 15 de janeiro de 2018 - Ano: X - Edição: 3.377 - Visualizações: 19.930.579 - Postagens: 32.718

Petroleiros acusam Sérgio Moro de destruir empregos e a Petrobras


No dia em que o juiz Sergio Moro foi recebido por Pedro Parente, que conduz a venda sem transparência de diversos ativos da Petrobras, os petroleiros divulgaram dados que apontam impactos negativos da Lava Jato para a companhia; entre 2014 e 2016, a Petrobras perdeu R$ 96 bilhões de seu valor de mercado, deixou de investir R$ 49 bilhões e registrou perdas de outros R$ 112,4 bilhões com a desvalorização de seus ativos; além disso, o estrago na Petrobras provocou a perda de dois milhões de empregos na cadeia produtiva do petróleo; na frente do prédio da Petrobras no Rio, membros do Levante Popular da Juventude fazem um escracho ao juiz federal; assista


8 DE DEZEMBRO DE 2017

DA FUP - Petroleiros e movimentos sociais realizam na manhã desta sexta-feira, 08, ato em frente à sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, onde a alta direção da empresa homenageia o juiz federal Sérgio Moro. A FUP e seus sindicatos denunciam o desmonte que a operação Lava Jato causou à indústria de óleo e gás, um dos setores mais importantes da economia do país. "É preciso, sim, combater a corrupção, mas sem destruir empregos, nem inviabilizar a indústria nacional", destaca o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

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Enquanto a comitiva de Moro é recebida com pompas e circunstâncias pela gestão de Pedro Parente, que usa a sede da empresa como palco para enaltecer as ações da Lava Jato, os trabalhadores brasileiros sofrem na pela as consequências do desemprego em massa e da desindustrialização causados pela operação. Além de mais de dois milhões de postos de trabalho que foram fechados no rastro da Lava Jato, a Petrobrás cortou investimentos estratégicos para o país, privatizou uma série de ativos e subsidiárias e fez o PIB do país encolher em 2,5%.

Uma das mais graves consequências desse desmonte é o fim da política de conteúdo local que o governo Temer, com apoio da atual gestão da Petrobrás, vem realizando. A Medida Provisória 795/2017, que isenta de impostos até 2040 as petrolíferas e libera as importações de plataformas, navios, peças e equipamentos, causará ao Brasil um prejuízo 26 vezes maior do que todo o montante que a Lava Jato espera recuperar. As consultorias legislativas e de orçamento da Câmara dos Deputados Federais estima que o país perderá R$ 1 trilhão durante os 25 anos de renúncia fiscal.

Diversos outros países que também tiveram casos de corrupção envolvendo empresas que são tão fundamentais para suas economias, quanto a Petrobrás, enfrentaram o problema, sem comprometer o desenvolvimento econômico de suas nações. É o caso da Coréia do Sul, que apurou e puniu os crimes de corrupção envolvendo os executivos da Samsung, preservando os empregos e investimentos da empresa, cujas atividades são responsáveis por um quarto da economia do país.


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