São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - domingo 15 de Julho de 2018 - Ano: X - Edição: 3.558

PSDB assustado com impacto de cartel sobre candidatura Alckmin


O bilionário cartel de obras comandado por empreiteiras durante mais de uma década em São Paulo caiu como uma bomba entre os tucanos, que já fazem as conta de como o novo escândalo pode abalar a candidatura do governador Geraldo Alckmin à Presidência, além de outros nomes do partido; houve silêncio geral sobre o episódio, a começar pelo próprio Alckmin, que cancelou agenda pública na terça; raciocínio da cúpula tucana é óbvio: mesmo que a investigação criminal sobre o caso demore a acontecer e/ou não encontre nada que comprometa o governador e auxiliares, já que o cartel operou em boa parte da gestão Alckmin, está dada munição para seus adversários

20 DE DEZEMBRO DE 2017

SP 247 - A revelação da existência do cartel das empreiteiras que tocaram diversas obras milionárias sob o tucanato em São Paulo caiu como uma bomba no PSDB.

Caciques da sigla passaram a terça (19) discutindo com aliados os eventuais efeitos sobre as principais candidaturas do partido, a começar pela hoje provável postulação do governador Geraldo Alckmin (SP) à Presidência.

Houve silêncio geral sobre o episódio, a começar pelo próprio Alckmin, que cancelou agenda pública na terça. A defesa inicial do governo deverá ser feita nesta quarta pela Secretaria de Transportes Metropolitanos.

O raciocínio da cúpula tucana é óbvio: mesmo que a investigação criminal sobre o caso demore a acontecer e/ou não encontre nada que comprometa o governador e auxiliares, já que o cartel operou em boa parte da gestão Alckmin, está dada munição para seus adversários.

E justamente no ponto considerado, em pesquisas internas, o mais forte de Alckmin: a reputação de honestidade pessoal, vital em tempos de Operação Lava Jato.

Como disse um dirigente da sigla, praticamente não importa se o tucano vai ou não ser implicado. A presença do tema na campanha, argumenta, já basta para causar embaraço ao governador.


As informações são do repórter Igor Gielow na Folha de S.Paulo.

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