ALEX SOLNIK | Cabral acorrentado pela ditadura da Lava Jato

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

20 de Janeiro de 2018

A exibição do ex-governador Sérgio Cabral algemado e acorrentado é mais um sinal que a Lava Jato manda à sociedade de que continua disposta a afrontar as leis do estado de direito e exige poderes de exceção para “combater a corrupção” nem que para isso seja necessário instituir uma ditadura policial.


Tenha sido de quem seja a decisão de proporcionar esse espetáculo dantesco que só se via no Brasil nos tempos da escravidão e, no mundo, no período da Inquisição não foi uma escolha individual.

Não há mais dúvida que a Lava Jato precisa de um ambiente de trevas para ir em frente em sua cruzada, encorajada pelos aplausos da classe média equivocada e esquizofrênica.

A Lava Jato manda a seguinte mensagem aos brasileiros: vocês querem acabar com a corrupção? Isso só é possível com o fim do estado de direito.

Coloca, então, diante de nós o falso dilema: ou democracia com corrupção ou ditadura sem corrupção.

Os brasileiros ainda têm a opção de sair às ruas para protestar contra essa ameaça real à democracia antes que a Lava Jato avance ainda mais em direção à Idade Média.


Brasil 247

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