ALEX SOLNIK | Obstrução de Temer não é só urinária

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"
9 de Janeiro de 2018

A doença dele é mais grave que obstrução urinária; é obstrução cerebral. E essa não tem cura. Só a falta de neurônios explica tantas aberrações.

Sua capacidade de produzir desastres é infinita.

Sua grande competência é ser incompetente.

Não dá para entender como ele nomeia uma deputada em litígio com a Justiça do Trabalho para ser ministra do Trabalho?! E ainda briga na Justiça por sua nomeação não porque ela seja a pessoa certa no lugar certo e sim para garantir votos de seu partido (e de seu pai) numa reforma que se aprovada irá exterminar o futuro dos trabalhadores brasileiros - cujo presente ele exterminou na malfadada reforma trabalhista.

Também não se entende porque ele mantém a cúpula da Caixa denunciada por tenebrosas transações.



Ninguém o aguenta mais, nem quem o colocou no poder, o chamado mercado. O problema é que não consegue se livrar dele. Nem com a Globo ajudando.

Tanto os mais abonados quanto os mais estrepados têm prejuízo diário com suas medidas lesa-pátria, como o rombo de 150 bi, o teto de gastos públicos, os 10 bi gastos em emendas a deputados para salvar seu mandato no ano passado, os 10 bi que a Petrobrás aceitou pagar a investidores americanos sem que ele tentasse impedir, a venda de jazidas do pré-sal, um tesouro que pertence aos brasileiros e tantas outras.

Quando derrubou Dilma e se consagrou como um dos grandes traidores da história do Brasil era repudiado apenas pelos eleitores dela; um ano de mandato bastou para ser rejeitado por 97% dos brasileiros.

Enquanto foi vice de Dilma era conhecido apenas como mordomo de filme de terror e não tinha pesadelos por estar envolvido nos crimes das malas de Rocha Loures e de Geddel que poderão levá-lo à cadeia depois que perder o foro privilegiado. Nem precisava se preocupar com o que Eduardo Cunha poderá contar a seu respeito se perder a paciência com ele.

Talvez ele se dê conta um dia que derrubar Dilma foi a grande burrada da sua vida.



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