São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 20 de Fevereiro de 2018 - Ano: X - Edição: 3.414 - Visualizações: 20.852.299 - Postagens: 32.877

'É estranho o juiz não ler a sentença e dizer que é irretocável'




"Espero que decidam com base nas provas e que não tomem decisão política para condenar um inocente", diz ex-presidente. Depois de lotar teatro no Rio, ato com artistas se repete nesta quinta, em São Paulo


18/01/2018

Com o teatro Oi Casagrande, no Leblon, zona sul da cidade do Rio de Janeiro,  lotado, artistas, intelectuais e militantes de movimentos sociais cobraram um julgamento justo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu direito de se candidatar à Presidência da República nas eleições de outubro.  Não estou aqui em defesa de um ser humano e sim de um país inteiro e de todas as pessoas que são presas injustamente. Isso não quer dizer que vou votar nele, mas que eu quero poder decidir em quem eu vou votar", afirmou o ator Gregório Duvivier, dando o tom do evento.

Após ser condenado pelo juiz Sérgio Moro, a nove anos e meio de prisão, pela posse de um apartamento tríplex em Guarujá, litoral sul paulista, Lula terá agora seu recurso julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, no próximo dia 24. "Espero que os juízes do Tribunal leiam a sentença e, com base no que está escrito na minha defesa e nas provas, tomem a decisão. É a única coisa que eu peço. E que não tentem tomar decisões políticas para condenar um inocente", disse Lula durante o ato no Rio.

"Não vou falar mal dos juízes de Porto Alegre, porque não os conheço e não posso julgar, mas estranhei o presidente do Tribunal não ter lido a sentença e ter falado que ela era irretocável", destacou o ex-presidente, em referência à declaração dada pelo presidente do TRF4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, em entrevista na qual admitiu não ter lido a peça.

Sobre o desejo de se candidatar novamente ao Palácio Planalto, Lula afirmou: "Não preciso ser presidente, eu já fui. Ninguém é obrigado a me apoiar para presidente, mas olha, agora quero ser. O dia que eles aprenderem a falar menos em corte e perceberem que uma nação não é construída por cotas de mercado e sim por homens e mulheres... E se é isso que incomoda eles, agora eu quero incomodar", avisou.

O ato contou com a presença da cantora Beth Carvalho, de atores como Bemvindo Sequeira, Osmar Prado, Tonico Pereira, Herson Capri, Bete Mendes, Cristina Pereira, Dira Paes, da escritora Conceição Evaristo, do diretor teatral Aderbal Freire-Filho, da filósofa Márcia Tiburi, do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos, o escritor Eric Nepomuceno e o produtor de cinema Luiz Carlos Barreto, entre outros.


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