O ano de 2017 marcou o início de uma nova era para o turismo no Ceará


02/01/2018 | Por: Regina Carvalho (Editor) e Yohanna Pinheiro (Repórter)

O ano de 2017 marcou o início de uma nova era para o turismo, a aviação e a economia no Ceará. Começou com o arremate, em 16 de março, do Aeroporto Internacional de Fortaleza - Pinto Martins pela operadora alemã Fraport. Com projeção de investimentos iniciais superiores a R$ 600 milhões, o terminal vislumbra o início das obras para expansão e melhoramento da qualidade das instalações ainda nos primeiros meses de 2018, o que já começou a atrair empresas aéreas para ofertar mais rotas, nacionais e internacionais, partindo da capital cearense.

A escolha do Aeroporto de Fortaleza como sede do centro de conexões aéreas do grupo francoholandês Air France-KLM no Nordeste, em setembro, consolidou essas expectativas com o oferecimento de três voos semanais para Amsterdã e dois para Paris, além de uma ampliação de 35% das rotas nacionais da Gol no terminal para abastecer e distribuir os passageiros das rotas internacionais.

Com a perspectiva de criação de ainda mais voos, as novas rotas para a Europa começam em maio, mês em que também será iniciada uma segunda frequência da Capital para Miami (EUA), pela Latam. A companhia também dará início a uma rota para Orlando (EUA) em julho, partindo de Fortaleza.


Todas essas mudanças devem colocar Fortaleza, e o Estado como um todo, numa posição de maior evidência no turismo internacional, atraindo principalmente visitantes europeus. A expectativa do governo estadual é que a movimentação anual de turistas estrangeiros no Aeroporto Internacional de Fortaleza - Pinto Martins - cresça aproximadamente 40% nos próximos dois anos, o que deve impactar positivamente em toda a cadeia de turismo (rede hoteleira, restaurantes, comércio e serviços de transporte, dentre outros).

Somente em Jericoacoara, com a inauguração em junho do Aeroporto Regional Comandante Ariston Pessoa, a previsão do setor hoteleiro é ver crescer em 20% o número de visitantes na localidade. Hoje, já conta com rotas regulares de Congonhas (SP), Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Recife (PE), e o governo negocia a captação de voos internacionais para o terminal. Uma nova página no turismo do Estado passa a ser escrita.

CSP agrega valor

A economia cearense também se viu impactada pelo primeiro ano de exportações da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que modificou o perfil da balança comercial do Ceará. Se, nos últimos 20 anos, itens como castanha de caju, couros, peles e calçados de plástico ou borracha dominavam as exportações cearenses, hoje, são as chapas de aço da CSP que respondem por metade de tudo o que o Estado exporta. O principal responsável por essa mudança é o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), que inclui a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará, onde está instalada a siderúrgica.

'Trinca de hubs'

Três projetos estratégicos para o Estado tiveram início em 2017: o centro de conexões das companhias aéreas Air France-KLM/Gol; a parceria entre os Portos do Pecém e de Roterdã, que planeja transformar o equipamento em um hub portuário; e o hub de dados viabilizado pelo lançamento dos cabos SACs e Monet, da Angola Cables, ligando o Ceará à África e aos Estados Unidos por meio de cabos de fibra ótica. A expectativa é que cada um desses projetos traga mais oportunidades de negócios ao Estado e potencialize a captação de investimentos externos.

A expectativa é de que a CSP seja a âncora de um polo metalmecânico no Estado, atraindo uma série de outras empresas, como a do setor de autopeças, para o Ceará. Além disso, a própria ZPE tem buscado captar empresas exportadoras de diferentes segmentos para a região.

Mais investimentos via concessões

Para ampliar investimentos e reduzir despesas dos governos, a concessão de equipamentos públicos à iniciativa privada foi adotada em todos os níveis da administração pública. Em 2017, o Estado iniciou os processos da Usina de Dessalinização, da Linha Sul do Metrô e VLTs, do Centro de Eventos e de áreas para a instalação de placas solares. Já Fortaleza apresentou a intenção de conceder terminais de ônibus, zona azul e espigões, dentre outros.


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