São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 24 de maio de 2018 - Ano: X - Edição: 3.506 - Visualizações: 22.150.328 - Postagens: 33.408

Sérgio Moro não se contenta em punir, seu objetivo é ultrajar. Internem este homem ele é um doente





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"Quero me ater ao tratamento – discriminatório, abusivo e desnecessário – dado ao cidadão Sérgio Cabral ao chegar no IML do Paraná. Abatido, cambaleante, ele mal conseguia andar, algemado nas mãos e nos pés pelos policiais federais, certamente em cumprimento à determinação do juiz responsável pela decisão, Sergio Moro", escreve o jornalista Ricardo Bruno em artigo no 247; "Há que se separar a punição prevista em lei da vingança pura e simples. O Estado pune estritamente dentro da lei. O aparelho estatal não pode se transformar num instrumento para vendetas tampouco para demonstrações públicas de afirmação de poder", argumenta Ricardo Bruno.


20 DE JANEIRO DE 2018

Deixemos de lado os crimes praticados pelo ex-governador, vamos também nos abster da análise dos motivos questionáveis que levaram o juiz Sérgio Moro a determinar a sua transferência para Curitiba. São questões de trabalho para seus defensores. Quero me ater ao tratamento – discriminatório, abusivo e desnecessário – dado ao cidadão Sérgio Cabral ao chegar no IML do Paraná. Abatido, cambaleante, ele mal conseguia andar, algemado nas mãos e nos pés pelos policiais federais, certamente em cumprimento à determinação do juiz responsável pela decisão, Sergio Moro.
Há que se separar a punição prevista em lei da vingança pura e simples. O Estado pune estritamente dentro da lei. O aparelho estatal não pode se transformar num instrumento para vendetas tampouco para demonstrações públicas de afirmação de poder. Para ser respeitado, o poder deve ser exercido sempre de modo sereno, discreto, mas firme. Muito firme. Esta não parece ser a linha das autoridades da Lava Jato, que exorbitam na busca do reconhecimento público de que estão coibindo o crime. Fazem questão de produzir encenações degradantes como se isto desse mais credibilidade às decisões. Imagens assim fazem-me lembrar das condenações da idade média, com a degola do acusado em praça pública.
As cenas de humilhação impostas a Cabral em Curitiba traz estupefação e nos faz crer que efetivamente já vivemos em um estado de exceção. Dir-se-á: a lei autoriza este procedimento. Eu indago: Por que não se faz isto com todos os réus da Lava Jato? Alguém se lembra de ter visto Eduardo Cunha ou Marcelo Odebrecht em situação tão degradante. Ora, se a regra não é para todos, resta evidente seu caráter injusto e discricionário.
O Brasil não pode continuar prisioneiro deste grupo que, a pretexto de combater a corrupção, ultrapassa os limites do razoável, avilta, humilha, ultraja ao invés de simplesmente punir. Com a palavra os ministros da Suprema Corte,.

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