São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 23 de Fevereiro de 2019 - Ano: X - Edição: 3.416 - Visualizações: 20.852.299 - Postagens: 32.877

Após Datafolha, deputados abandonam Temer de vez e enterram reformas





: <p>reforma da previdência</p>



A liderança isolada do ex-presidente Lula na última pesquisa Datafolha, e o péssimo resultado dos candidatos associados ao golpe, que patinam na lanterna, dissolveram de vez a base parlamentar de Michel Temer; o último levantamento deixou claro para os deputados que os vultuosos gastos com propaganda, que incluíram até visitas ao programa de Silvio Santos, não são suficientes para fazer o brasileiro aderir ao discurso do governo; Temer é ainda o pior cabo eleitoral do País: 87% dizem que não votariam no candidato que tiver seu apoio; resultados da pesquisa serviram como um atestado de que votar a reforma da Previdência sob a impopular gestão de Temer será um suicídio político

1º DE FEVEREIRO DE 2018

Os resultados da pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta (31) foram usados por parlamentares da base do governo como um atestado de que votar a reforma da Previdência sob a impopular gestão de Michel Temer será um suicídio político. Há, mesmo entre líderes de partidos aliados, forte movimento para tirar o projeto de pauta. Pressionado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta ganhar tempo. Disse que dará um sinal definitivo após o dia 7, quando fará ampla reunião.

O muro que se ergueu sobre a mudança nas aposentadoria tem muitos componentes. Somadas, a rejeição a Temer, a proximidade das eleições e a inexistência de candidatura de direita que empolgue parcela expressiva da população tornaram-se uma combinação difícil de suplantar.

Maia, que tem se colocado como presidenciável, foi fortemente aconselhado a abandonar a pauta previdenciária e se afastar do governo, especialmente por aliados do Nordeste. Ele resiste. Ainda vê na aliança pendular com o Planalto uma fonte de poder.

Mesmo marcando 1% no Datafolha, o presidente da Câmara comemorou a pesquisa. A pessoas próximas, disse que a essa altura do campeonato, o que deve ser observado é a rejeição do eleitorado. Nesse quesito, bateu 21%, índice considerado baixo.

Os números obtidos em levantamentos internos mostram que a população simplesmente não reconhece como um feito do governo a recuperação econômica ou, pior, em temas importantes, sequer enxerga melhora.


As informações são da coluna Painel da Folha de S.Paulo.

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