São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 20 de Fevereiro de 2018 - Ano: X - Edição: 3.414 - Visualizações: 20.852.299 - Postagens: 32.877

Tacla Duran sugere que Lava Jato plantou provas para condenar Lula


 "Se o Drousys e My Web Day foram bloqueados em julho de 2016, como se explica que uma prova apresentada na denúncia contra Michel Temer tenha sido obtida do Drousys com a data de 16 de agosto de 2017? Das duas, uma: ou o sistemas continuou funcionando, ou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mentiu na denúncia, com a apresentação de uma prova plantada", informa Joaquim de Carvalho, no DCM


10 DE FEVEREIRO DE 2018

Por Joaquim de Carvalho, no DCM – O advogado Rodrigo Tacla Durán, que prestou serviços para a Odebrecht e denunciou a indústria da delação premiada na Lava Jato, entregou uma série de documentos para a CPMI da JBS, mas o relatório do deputado Carlos Marun, aprovado em dezembro, deixou de observar que esses papéis, periciados na Espanha, contêm pelo menos um indício de fraude na investigação do Ministério Público Federal.

Grande parte das acusações dos procuradores se baseia nos documentos encontrados nos sistemas Drousys e My Web Day mantidos em servidores da Suíça e Suécia até julho de 2016, quando o acesso foi bloqueado por ordem de autoridades suíças.

O Drousys era o sistema criptografado que a Odebrecht usava para transmissão de dados e comunicação. Já o My Web Day era a contabilidade real da empresa, com transações oficiais (legais) e não oficiais (ilegais), como propina. Desde que o acesso foi bloqueado, nenhum dado pode ser inserido ou alterado.

O Meinl Bank Antígua, que fazia as operações ilegais da Odebrecht, usava os mesmos sistemas e, igualmente, teve o acesso bloqueado depois da decisão das autoridades suíças. O bloqueio do acesso foi formalmente comunicado à Lava Jato pelo proprietário da FRA, que administrava o sistema mediante contrato com a Odebrecht e o Meinl Bank.

Na verdade, Odebrecht, Meinl Bank e FRA eram tentáculos de uma única organização. Luiz Eduardo da Rocha Soares, diretor da Odebrecht, era controlador do Meinl Bank e seu irmão, Paulo Sérgio da Rocha Soares, responsável pela empresa que administrava os sistemas de informação, a FRA.

Se o Drousys e My Web Day foram bloqueados em julho de 2016, como se explica que uma prova apresentada na denúncia contra Michel Temer tenha sido obtida do Drousys com a data de 16 de agosto de 2017? Das duas, uma: ou o sistemas continuou funcionando, ou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mentiu na denúncia, com a apresentação de uma prova plantada.


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