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As mãos sujas de sangue da Justiça e da mídia no atentando ao acampamento em Curitiba


Por Kiko Nogueira - 28 de abril de 2018

Os fascistas brasileiros e sua ampla rede de apoio na mídia, no Ministério Público, no Judiciário, na polícia, numa parte disfuncional da “sociedade” que se toma pelo todo, já pode se orgulhar de ter sangue nas mãos.

Não que seja novidade. O cadáver de Marielle Franco — vilipendiada por juízes depois de morta — era um troféu.

Agora eles ganham dois feridos no Acampamento Marisa Letícia, alvo de um atentando na madrugada deste sábado.

Duas pessoas foram feridas, uma delas está hospitalizada, internada às pressas no Hospital do Trabalhador, com um tiro no pescoço.

A outra vítima é uma mulher que se feriu com estilhaços a partir das balas que perfuraram a estrutura do acampamento Marisa Letícia, localizado na rua Padre João Wislinski, 260, no bairro Santa Cândida, em Curitiba.

“Ele estava consciente, sem risco de vida, perdeu bastante sangue, a bala perfurou, mas não ficou alojada. No acampamento estávamos na porta na segurança, um carro passou e voltou atirando”, informa o segurança que estava no local e acompanhou uma das vítimas ao Hospital do Trabalhador.

A autoria do ataque a tiros ainda não foi identificada até o momento. Apenas após solicitação, três viaturas foram até o local fazer os registros necessários.
A informação de pessoas que estavam no acampamento aponta que havia movimentação de carros passando em frente ao local desde às duas horas da madrugada, gritando palavras de ordem e provocações.

Mais segurança na região

Em nota, a coordenação da vigília afirma que vinha cobrando a Secretaria de Segurança Pública do Paraná. Diz o texto: “Desde o dia quando houve a mudança de local de acampamento (17), cumprindo demanda judicial, integrantes do movimento social haviam sido atacados na região. Desde aquele momento, a coordenação da vigília já exigia policiamento e apoio de viaturas, como foi inclusive sinalizado nos acordos para mudança no local do acampamento”.

Presente no acampamento desde às quatro horas da madrugada, Dr Rosinha, presidente do PT estadual e integrante da coordenação do acampamento afirma que a pressão agora também é para apuração dos fatos. “Nós desmanchamos o acampamento cumprindo ordem oficial. Fizemos a opção de ir para um terreno e seria garantida a segurança. Agora o que cobramos da Secretaria de Segurança Pública é investigação, que identifique o atirador”, enfatiza.

Essa escumalha está se sentindo à vontade para agir porque sabe que tem as costas quentes.

Eles estão “do lado do bem”. Eles estão com Bolsonaro.

Eles estão com o “Doutor Moro” e sua afronta ao estado de direito em nome de uma caçada humana.

Estão com a senadora Ana Amélia. Estão com os generais que ameaçam a democracia nas redes sociais.

Estão com o Jornal Nacional e com todos os colunistas que incitam o ódio obsessivamente e silenciam quando ele se transforma em balas de revólver.

O ataque ocorre um mês após os disparos contra a caravana de Lula no Sul.

Não vai parar por aí.


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