São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 18 de Julho de 2018 - Ano: X - Edição: 3.561

Deltan Dallagnol é acionado no CNMP por ferir o código de ética do MPF ao anunciar jejum para que o STF negue o habeas corpus preventivo a Lula



Os deputados Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS) ingressaram no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) com representação contra o procurador Deltan Dallagnol, por ferir o código de ética do MPF ao anunciar jejum para que o STF negue o habeas corpus preventivo ao ex-presidente Lula, possibilitando sua prisão; "[Dallagnol] tem atacado frequentemente o direito de pessoas acusadas, seja pela espalhafatosa forma de apresentar ações penais, seja por meio de incessante atuação em redes sociais. No primeiro caso, ademais de agredir direitos e garantias fundamentais dos acusados, termina por ridicularizar a própria instituição a que pertence", diz a petição


4 DE ABRIL DE 2018

O deputado Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da OAB do Rio de Janeiro, e o deputado Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, ingressaram no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) com representação contra o procurador Deltan Dallagnol, por ferir o código de ética do MPF.

A base para a reclamação foi a publicação de declarações do procurador paranaense, no dia 1º abril, em sua conta pessoal no Twitter, as quais infringem dispositivos do Código de Ética e de Conduta do Ministério Público da União, no entendimento dos dois parlamentares.

Pelo Twitter, Dallagnol pressionou o Supremo Tribunal Federal, ao anunciar que faria um jejum pela negativa da Suprema Corte ao habeas corpus preventivo ao ex-presidente Lula, possibilitando sua prisão (leia mais).

Damous e Pimenta entendem que a conduta de Dallagnol fere princípios como a legalidade, impessoalidade, imparcialidade e, ainda, o artigo 4º do Código de Ética e de Conduta do Ministério Público da União que proíbe, expressamente, que “convicções de ordem político-partidária, religiosa ou ideológica afetem sua isenção”.

"O Reclamado, de forma incontida, tem atacado frequentemente o direito de pessoas acusadas, seja pela espalhafatosa forma de apresentar ações penais, seja por meio de incessante atuação em redes sociais. No primeiro caso, ademais de agredir direitos e garantias fundamentais dos acusados, termina por ridicularizar a própria instituição a que pertence", dizem os parlamentares na petição ao CNMP.

Damous e Pimenta pediram ao CNMP que apure a conduta de Dallagnol, com a instauração de um processo legal administrativo e aplique as penas previstas na lei.


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