São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - segunda-feira 23 de Julho de 2018 - Ano: X - Edição: 3.566

A migração de quem se dizia de esquerda para o fascismo golpista



José Serra, Fernando Gabeira, Aluysio Nunes, Raul Jungmann; para o jornalista Maurício Dias da Carta Capital essas personagens têm algo muito ‘brasileiro’ em comum: o abandono de pressupostos democráticos em nome de um golpismo secular e endêmico; sobre Gabeira, Dias descreve: “fez sucesso inicialmente com uma tanga de crochê nas areias de Ipanema; posteriormente, elegeu-se deputado ainda com um viés de esquerda; hoje, Gabeira brilha aos olhos dos golpistas; e tornou-se estrela do império Globo, na televisão e no jornal, onde assina uma coluna semanal"


5 DE MAIO DE 2018

José Serra, Fernando Gabeira, Aluysio Nunes, Raul Jungmann. Para o jornalista Maurício Dias da Carta Capital essas personagens têm algo muito ‘brasileiro’ em comum: o abandono de pressupostos democráticos em nome de um golpismo secular e endêmico. Para Dias, “uma massa enorme desses ex-militantes migrou para o lado oposto, a ultradireita golpista. Parece que arrependidos com o que eram. Subiram a escada pela esquerda e desceram pela direita até o inferno”.

A migração da esquerda para a direita não é novidade no mundo todo, mas por aqui o fenômeno passa a ser mais curioso e assustador. Há muitos exemplos. É o caso de Fernando Gabeira, ex-integrante da luta armada que, sob a ditadura, participou do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, no Rio de Janeiro, em 1969.

Ao voltar do exílio, Gabeira iniciou o processo de transformação. Fez sucesso inicialmente com uma tanga de crochê nas areias de Ipanema. Posteriormente, elegeu-se deputado ainda com um viés de esquerda. Hoje, Gabeira brilha aos olhos dos golpistas. E tornou-se estrela do império Globo, na televisão e no jornal, onde assina uma coluna semanal.


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