São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - domingo 20 de maio de 2018 - Ano: X - Edição: 3.502 - Visualizações: 22.150.328 - Postagens: 33.408

A revista “Veja” de porta de cadeia e a Polícia Federal de bunda de fora



POR FERNANDO BRITO · 05/05/2018

É claro que a revista Veja e o pena de aluguel que se prestou ao papel de escrever a “reporcagem” da edição que estará hoje nas bancas , sobre a suposta vida de Lula na cadeia se prestaram ao papel de canalhas que, afinal, nem lhes seria novidade.

Afinal, não é possível imaginar que o dito “repórter” tenha entrado clandestinamente numa ala onde, por todas as razões, ninguém tem acesso não-autorizado, onde nem mesmo um Prêmio Nobel da Paz, como Adolfo Perez Esquivel ou governadores de Estado não podem entrar.

Se entrou, foi com a cumplicidade da alta direção da PF, ilegalmente.

Se não entrou e não passou da portaria, onde a imprensa pode chegar, todo o texto é mentira. Aliás, é evidente que é, porque é inimginável que Lula vá discutir questões internas do PT com os dois guardinhas da porta.

Mas a nota, hipócrita, divulgada pela PF, dizendo que “grande parte das informações constantes na reportagem são equivocadas e imprecisas” é ridícula e hipócrita, porque resulta da promiscuidade, de longa data, entre Veja e a Polícia Federal, que ficou patewnte nacapa do “Eles sabiam de de tudo” de 2014, à véspera da eleição.

Aliás, é de doer que a PF vá “apurar” a circulação do jornalista por suas instalações, como se alguém pudesse perambular pelo cárcere de Lula sem autorização.

A menos que a Veja tenha cúmplices na hierarquia da PF, o que ajuda a explicar a “nota de esclarecimento” da Federal.

Se houvesse imprensa no B rasil, este escãndalo seria apurado com ganas pelo restante da mídia. Como não há, vai passar ignorado.

Mas a Polícia Federal  está com a bunda de fora.

A defesa de Lula, com quase certeza, pedirá à juíza responsável pela execução penal (penal, por enquanto) de Lula a aberura de uma investigação sobre a eventual cumplicidade entre a PF e a revista.

Que tem muito pouco a ver com a preservação do sigilo da fonte a que o jornalismo tem direito.

Tem a ver com o suposto “acesso” a áreas restritas, o que não é coberto por isso.

O que é meio caminho andado para a revelação da promiscuidade entre o pasquim colorido e os meganhas politizados.

Que formaram, juntas , uma verdadeira organização criminosa, termo que gostam tanto de usar.


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