São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - domingo 20 de maio de 2018 - Ano: X - Edição: 3.502 - Visualizações: 22.150.328 - Postagens: 33.408

CIA confirma execuções no regime militar. Então, a “dita era branda”, Folha?



POR FERNANDO BRITO · 11/05/2018

O memorando liberado pelo Departamento de Estado dos EUA  e revelado hoje é estarrecedor.

Envolve diretamente pelo menos dois ex-presidentes da República, Ernesto Geisel e João Figueiredo  – e, indiretamente, Emílio Médici – nas execuções sumárias de militantes “subversivos” durante o regime militar.

O primeiro teria autorizado a continuidade do assassinato de integrantes de organizações clandestinas, encarregando Figueiredo de decidir quais deveriam ser mortos, durante uma reunião em 30 de março de 1974, na presença do ex-chefe do Centro de Informações do Exército, general Milton Tavares e de seu sucessor, Confúcio Danton de Paula Avelino.

Neste encontro, segundo o relato feito pelo então diretor da CIA William Egan Colby, há referência a, até ali, terem sido 104 os presos políticos executados sumariamente.

Até hoje, nenhum documento fazia referência direta a presidentes militares ordenarem execuções pessoalmente.

Mas é, no mínimo, estranho que estes papéis apareçam apenas quando se volta – depois de muito tempo – a falar em ebulição no meio militar. É muita coincidência, o que faz com que nem pareça tanto com uma coincidência. Como Geisel e Figueiredo não estão vivos para falar, para todos os efeitos, vale o que a CIA e o Departamento de Estado dizem. Geisel não era propriamente um “queridinho” dos EUA e, no ano seguinte, assinaria, sob oposição do Grande Irmão do Norte, um acordo nuclear com a Alemanha que, em algum grau, nos transferia a tecnologia que os norte-americanos sempre nos negaram.

O  texto, divulgado pelo  professor de Relações Internacionais da FGV e colunista da Folha de S. Paulo Matias Spektor é o seguinte, traduzido (o original está aqui). Espera-se que o jornal paulista, que afirmou, em 2009, que o regime de 64 foi uma “ditabranda” publique ao menos um “Erramos”…

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