São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 17 de Julho de 2018 - Ano: X - Edição: 3.560

Congonhas e outros 4 aeroportos só têm combustível para hoje



Em decorrência dos protestos dos caminhoneiros, que já bloqueiam estradas em 23 Estados e no Distrito Federal desde o início da semana contra a alta dos combustíveis, a Infraero alerta que cinco aeroportos só têm combustível suficiente para esta quarta-feira 23: Congonhas, em São Paulo, e os de Recife, Palmas, Maceió e Aracaju; outros seis aeroportos têm combustível para no máximo dois dias; após reunião no Planalto, caminhoneiros disseram que governo Temer não ofereceu nenhuma proposta concreta e decidiram manter a greve


23 DE MAIO DE 2018

Em decorrência dos protestos dos caminhoneiros, a Infraero alertou nesta quarta-feira 23 que cinco aeroportos do País só têm combustível suficiente para esta quarta-feira 23: Congonhas, em São Paulo, e os de Recife, Palmas, Maceió e Aracaju. Congonhas é um dos três aeroportos mais movimentados do país, onde está a rota de maior circulação de passageiros, a ponte aérea Rio-São Paulo.

O Aeroporto de Brasília, no entanto, informou também que não há combustível suficiente para operação regular do Terminal aéreo. Por isso, apenas aviões com capacidade para decolar sem a necessidade de abastecimento em Brasília podem pousar no terminal.

De acordo com a Infraero, outros seis aeroportos têm combustível para no máximo dois dias: Goiânia (Goiás), Teresina (Piauí), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Ilhéus (Bahia), Foz do Iguaçu (Paraná) e Londrina (Paraná).

O motivo é a greve dos caminhoneiros, que bloqueiam estradas em mais de 20 Estados desde o início da semana em protesto contra a alta dos combustíveis. De acordo com os petroleiros (FUP), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, é o culpado pela paralisação, uma vez que impôs a política de preços na estatal.

Após a reunião com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo) e Valter Casimiro (Transportes), o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, afirmou que o governo não apresentou uma proposta concreta e decidiram manter a greve.

Michel Temer disse ter pedido uma "trégua" de dois a três dias para oferecer uma "solução concreta" à categoria. Leia mais na reportagem da Reuters:

Caminhoneiros decidem manter greve na 5ª-feira após reunião sem acordo com governo

SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - Uma reunião na Casa Civil com representantes de caminhoneiros autônomos terminou sem acordo nesta quarta-feira e os motoristas decidiram manter a paralisação nacional iniciada na segunda-feira, afirmaram entidades do setor.

Caminhoneiros fecham estrada BR-324 perto de Salvador 23/5/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

Tanto a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) quanto a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos saíram da reunião afirmando que o governo não apresentou propostas para o fim da paralisação, que reúne centenas de milhares de motoristas e já afeta uma série de setores da economia.

"Governo foi irresponsável com a situação que está o país hoje. O governo foi avisado com antecedência e nem mesmo abriu negociação", afirmou o presidente da CNTA, Diumar Bueno, após o fim da reunião que contou com presença do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e dos Transportes, Valter Casimiro.

De acordo com Diumar Bueno, Padilha disse que o decreto que zera a Cide sobre diesel será assinado nesta quarta-feira.

Por Alberto Alerigi Jr. e Lisandra Paraguassu


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