São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - Segunda-feira 25 de Junho de 2018 - Ano: X - Edição: 3.538

Para quem não sabe Pedro Parente, presidente da Petrobras, foi o ministro do apagão no desgoverno FHC



30/05/2018

O atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, que está levando o Brasil ao caos com sua política neoliberal sobre o preço dos combustíveis, é o mesmo que levou o Brasil ao apagão em 2001. É um gestor que cumpre à risca o receituário neoliberal.

Em 2001. Pedro Parente era ministro de Minas e Energias do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e levou o país ao apagão elétrico. “Hoje, como presidente da Petrobras, levou o Brasil ao apagão de combustíveis”, disse o senador Lindbergh Farias (PT/RJ).

O apagão elétrico foi uma crise nacional ocorrida no Brasil, que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica. Todo mundo teve de economizar energia elétrica. Ocorreu entre 1 de julho de 2001 e 19 de fevereiro de 2002, durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso.

A crise foi causada por falta de planejamento, privatização e falta de investimentos em geração de energia e receituário neoliberal, sem qualquer controle do Estado sobre o setor. O Brasil era força a fazer cortes forçados, ou blecautes, que foram apelidados de “apagões” pela imprensa. Pedro Parente foi o Ministro-chefe do apagão elétrico em 2001 e agora é o responsável pelo apagão dos combustíveis.

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PARENTE QUER PROCESSAR CRÍTICO DO APAGÃO
Professor que acusa governo de gastar demais no plano de energia emergencial pode ser processado pelo “ministro do apagão”.
Via Folha on-line em 30/4/2002

O ministro Pedro Parente e o presidente da CBEE (Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial), Mário Miranda, ameaçam levar o professor Ildo Sauer, da USP, à Justiça.

O professor é um dos principais opositores da política de energia do governo. Parente também chefia o “ministério do apagão” (no nome oficial, Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica).

Recentemente, Sauer criticou o aumento das tarifas de energia para repor as perdas das distribuidoras e o seguro antiapagão.

Sauer e mais três especialistas em energia acusaram o governo de improbidade em estudo divulgado no mês passado. No texto, afirmam que o aluguel, por três anos e meio, de 58 usinas termelétricas para garantir o abastecimento em caso de racionamento custou R$16 bilhões, recursos que virão do seguro antiapagão. Essa será a quantia desembolsada caso todas entrem em operação.

Segundo os autores do trabalho, se essas usinas fossem construídas pelo governo custariam apenas R$2,5 bilhões, fora o combustível e custos de manutenção.

Em ofícios enviados à reitoria da USP, nos dias 17 e 18 de abril, Parente e Miranda solicitaram que a reitoria esclarecesse se Sauer “expressa entendimento do colegiado da Escola Politécnica da USP e se os juízos e as alegações por ele levados a público podem vir a ser legitimamente atribuídos a essa mesma instituição”. A solicitação, afirmam, visa “resguardar direitos e prevenir responsabilidades, inclusive no que toca à eventual propositura de ação judicial de reparação de danos”.

Ontem, a CBEE recebeu a resposta da Universidade desautorizando Sauer a falar em nome do Instituto de Eletrotécnica e Energia, onde trabalha. “As eventuais declarações do Instituto de Eletrotécnica e Energia serão sempre tornadas públicas por meio de seu diretor”, diz a nota assinada por Orlando Lobosco, diretor do IEE.

Segundo o comunicado, “embora o senhor Ildo Sauer não sofra restrições por parte da Universidade às suas declarações políticas, econômicas ou partidárias, ele o faz assumindo inteira responsabilidade pelo teor dessas declarações, sem o aval da instituição a que serve”.

Parente informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está aguardando resposta da USP para decidir o que fazer. A CBEE, também por meio de sua assessoria, informou que está analisando a resposta da universidade.

O professor Sauer afirma que “a consulta à USP é descabida, pois o relatório e as manifestações levadas à imprensa e ao Ministério das Minas e Energia foram subscritos pessoalmente e jamais apresentadas em nome da USP”.

Segundo Sauer, a consulta de Parente e Miranda à reitoria da universidade constitui “uma tentativa de intimidação e constrangimento, trata-se de atitude típica de um governo obscurantista.”


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