São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quarta-feira 18 de Julho de 2018 - Ano: X - Edição: 3.561

Uma cova se abriu na frente de Michel Temer



Não será a tardia demissão de Pedro Parente que amainará os ânimos


Por Carlos Fernandes - 24 de maio de 2018

O Brasil não resistirá ao caos gerado pelo quinteto Temer, Meirelles, Parente, Maia e Eunício.

A julgar pela capacidade dessa turma em solucionar conflitos, a situação dramática em que se encontra o país só tende a piorar.

A “greve” dos caminhoneiros que descarrilha todo o comboio da atividade produtiva mostrou-se ser o estopim para uma série de eventos que culminarão num resultado desastroso para toda a economia, que já cambaleia empurrada por toda sorte de incertezas.

A disparada nos preços dos combustíveis (e de tudo que dela depende), os engarrafamentos quilométricos nas grandes capitais, o cancelamento de voos nos aeroportos, a escassez de alimentos que já se verifica em vários centros de abastecimento e a paralização dos transportes públicos formam uma receita infalível para o estouro da manada.

Uma vez aberta a porteira, não será a tardia demissão do servil Pedro Parente que amainará os ânimos.

O estrago já é grande demais para que um governo que sofre na penúria de apoio popular possa reverter apenas com atos furtivos e retóricas baratas.

No poço em que nos metemos ao desrespeitarmos as regras democráticas, existem muito mais alçapões para descermos do que cordas para subirmos.

É nesse cenário que o sujeito que foi alçado ao poder pela manipulação das massas observa inerte, confuso, inoperante e desesperado o desenrolar trágico de suas ações.




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