Márcio Garcia, o golpe e a triste sina dos patos



Publicado por Carlos Fernandes - 9 de junho de 2018

Márcio Garcia, Suzana Vieira e outros manifestoches: a triste sina dos patos
Se existe algo de positivo (ou pelo menos hilário) nas “manifestações” que levaram ao golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016, é que hoje, à luz dos fatos, podemos rir (para não chorar) do quão patéticas eram as “reivindicações” da nobre classe média brasileira àquela época.

Alguém um dia ainda irá catalogar a profusão interminável de sandices, hipocrisias, disparates e boçalidades proferidas por gente completamente desconectada e incapacitada de fazer uma única mísera reflexão sobre o momento histórico pelo qual estávamos passando.

Gerações futuras olharão para esse recorte de nossa história com o mesmo asco que nós atualmente olhamos para a “Marcha da família com Deus pela liberdade” que antecedeu o golpe de 1964.

Adoradores de Bolsonaro e adeptos de uma intervenção militar, obviamente, não entram nessa assertiva, uma vez que não se enquadram numa definição propriamente dita de seres pensantes.

Assinalado esse parêntese e levando-se em consideração que um dos ilustres advogados do golpe, o velho Miguel Reale Jr, saiu das catacumbas do ostracismo na qual repousava inerte para dizer que o país “melhorou” após o impeachment de Dilma Rousseff, é justo lembrarmos de algumas figuras mambembes dessa era patológica brasileira. Com o perdão do trocadilho.

Para além da maníaca do posto Taís Helena Galon Borges (aquela barraqueira que surtou quando a gasolina bateu os R$ 2,80 no governo Dilma e agora é obrigada a ruminar uma gasolina a R$ 5,00), fico me perguntando por onde anda o juiz da 4ª Vara do Distrito Federal, Itagiba Catta Preta Neto.

O afoito manifestoche e confesso eleitor de Aécio Neves foi o rapaz que se apressou a impedir, via liminar judicial, a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil.

Ferrenho defensor do “Fora Dilma”, o revoltoso juiz demonstrou, em inúmeras declarações nas suas redes sociais, o motivo de sua indignação que o levava a apoiar uma ruptura tão violenta de todo o processo de nossa jovem democracia.


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