Bolsonaro acuado no Roda Viva: “Você tem certeza que eu não sou gay?”



31 de julho de 2018 | Por Esmael Moraes 

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), acuado pelas perguntas sobre homofobia, devolve à bancada do Roda Viva se tinha certeza de que ele não era gay. 

“Você tem certeza que eu não sou gay?”, quis saber.

Interessante que esta não foi a primeira vez que Bolsonaro fez esta pergunta. No mês passado, em Fortaleza, ele repetiu o questionamento a uma jornalista ao dizer que, caso eleito, não se importaria com orientação sexual e raça de possíveis componentes de seu governo.

“Você sabe se eu sou gay? Você tem certeza que eu não sou gay?”, perguntou na capital do Ceará e no Roda Viva.

O candidato do PSL criticou várias a cartilha gay nas escolas e afirmou que o MST precisa ser enquadrado como movimento terrorista.

Bolsonaro disse que em 1964 o Brasil vivia uma “guerra fria” e que a tomada do poder pelos militares “não foi golpe”.

O ex-capitão do Exército falou ainda ao Roda Viva que acredita que tem mais votos que Lula, vai reduzir as cotas raciais, suspenderá a intervenção no Rio, e se defendeu atacando Ciro Gomes (PDT): “não apresentou nenhum projeto em quatro anos na Câmara”.

Para fechar com “chave de ouro”, Bolsonaro revelou que seu livro de cabeceira é “Verdade Sufocada” de Brilhante Ustra.

“Brilhante Ustra foi um dos torturadores mais abjetos da ditadura brasileira. Apologia à tortura é crime pelo artigo 287 do Código Penal. Quem faz deveria estar preso, não ser candidato a presidente da República”, reagiu Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Presidência da República.


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