Desgastado e desmoralizado Sérgio Moro recua de blindagem a delatores da Lava Jato



 12/07/2018

Em abril, em um despacho “discreto” o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, havia afirmado que deveria garantir proteção mínima aos delatores premiados na operação, como justificativa do não compartilhamento de provas com órgãos oficiais de combate à corrupção do estado brasileiro. Essa negativa em fornecer as provas para a que a AGU, CGU (Controladora Geral da União), CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Banco Central e o TCU (Tribunal de Contas da União) pudessem acessar os documentos da Lava Jato, teve a estimativa de prejuízo em R$ 40 bilhões aos cofres públicos.

Na época, o juiz da lava jato entendia que “há uma questão óbvia, a necessidade de estabelecer alguma proteção para acusados colaboradores ou empresas lenientes contra sanções de órgãos administrativos, o que poderia colocar em risco os próprios acordos e igualmente futuros acordos”.

A mudança de “entendimento” vem em um momento de forte desgaste da imagem do judiciário e a perda de apoio popular direto ao “super” juiz. Mesmo que justifique essa guinada comportamental, Moro acusa sinais de desgaste na operação a sua imagem, além de ter mais de oito denúncias no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), hoje presidido por Cármen Lúcia mas, que passará à direção de Dias Toffoli. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) acumula o cargo de presidente do CNJ.


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