DITADURA DOS MIMADOS: Juízes, delegados e procuradores “bem nascidos” e o estado de exceção


21/07/2018

A definição para Estado de Exceção, classicamente, é de um estado em que as forças oficiais do país ou nação declaram emergência ou um regime diferenciado frente a excepcionalidade do momento. A Lava Jato decretou isso no país, na medida que o discurso de um momento “excepcional” de “limpeza” e moralidade, exigia atitudes diferenciadas do normal nos três poderes, em especial no judiciário.

Um dos momentos que mais evidenciaram essa excepcionalidade oficial do estado, foi o novo entendimento no STF, em 2016, que determinava a execução antecipada da pena, já após a condenação em segunda instância. Essa foi uma medida literalmente excepcional para atender de forma emergencial as demandas do TRF-4 na operação Lava Jato, que já se tornara sacrossanta.

A santidade da Lava Jato, criada pela mídia e disseminada no ódio punitivista da classe média, incentivando mais e mais medidas excepcionais, cada vez mais fora da legalidade. A imagem da santidade que levou a esse estado de coisas, foi diretamente ligada à imagem “limpinha” dos bem nascidos de Curitiba. Trata-se de Deltan Dllagnol, um religioso carola, que fala bem aos ouvidos das vovós da classe média para cima. O valente justiceiro, Sérgio Moro e sua esposa submissa, Rosângela Moro, numa espécie de super-família, nos moldes dos quadrinhos da DC Comics dos anos 1950 e 1960. Ainda temos as figuras periféricas e não menos importantes, como a delegada Érika Marena, branca, loira, nos padrões visuais da beleza social e o estereótipo da “supergirl” dos enlatados americanos. Os demais, eram apenas “superassistentes”, como o procurador Carlos Fernando “boquinha”, uma espécie de supercão da família.

Na república de Curitiba, os patetas tem apoio dos jornais, TVs, rádios e de todos os demais idiotas mimados da sociedade que construíram o caos institucional. É uma relação de identificação direta, o idiotinha fechado em seu quarto privativo numa casa de família, cujos pais não entram nesse “templo” do individualismos capitalista, enquanto essas “crianças” mimadas publicam discursos de ódio no Youtube, Facebook e outras redes que, quando crescerem, aliás, eles já cresceram, serão os poderes de República dos Mimados. Com sorte, se bem sucedidos nos moldes medianos, se tornarão um Dallagnol, um Moro ou, uma Érika Marena. Se alguma coisa der errado no caminho, tornam-se a Rosângela Moro, aquela que vive dizendo “eu ‘Moro’ com ele”.

São essas figuras que jazem no poder de Curitiba, na PGR e no STF. Ah! Não esqueçamos de um detalhe, se um desses “garotos do Leblon” tiverem o azar de ficar careca, mantenha o sotaque de surfista e mete logo um gambazão na cabeça, de peruca, eles ainda têm a chance de virar um Luiz Fux.


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