Ana Amélia a vice do Alckmin recebeu salários no senado, antes de eleita, por cargo que não exercia


 O jornalista Janio de Freitas aponta, no jornal Folha de S. Paulo, o passado político da candidata a vice-presidente na chapa de Geral Alckmin (PSDB), Ana Amélia (PP), e pondera sobre suas qualidades na composição da combalida e inflacionada chapa do centrão-PSDB; Freitas diz que a senadora já recebeu sem trabalhar (quando jornalista em uma sucursal gaúcha em Brasília, no ano de 1987) e que ela defendera a ditadura com muita dedicação nos idos do regime militar; pensar que essa personagem possa a vir sentar na cadeira da presidência causa alguma apreensão, diz o jornalista


5 DE AGOSTO DE 2018

O jornalista Janio de Freitas aponta, no jornal Folha de S. Paulo, o passado político da candidata a vice-presidente na chapa de Geral Alckmin (PSDB), Ana Amélia (PP), e pondera sobre suas qualidades na composição da combalida e inflacionada chapa do centrão-PSDB. Freitas diz que a senadora já recebeu sem trabalhar (quando jornalista em uma sucursal gaúcha em Brasília, no ano de 1987) e que ela defendera a ditadura com muita dedicação nos idos do regime militar. Pensar que essa personagem possa a vir sentar na cadeira da presidência causa alguma apreensão, diz o jornalista.

Leia trechos do artigo de Jano de Freitas para a sua coluna no jornal Folha de S. Paulo:

"Em termos institucionais, a condição de vice dá a Ana Amélia a possibilidade de ocupar a Presidência da República sem ter merecido dos próprios conterrâneos, apesar do intenso apoio jornalístico e financeiro, os votos para mais do que um terceiro lugar na eleição de governador gaúcho, em 2014.  Sua escolha para possível substituição de Alckmin, se eleito, é tão debitável ao candidato quanto ao partido, cuja cúpula se mobilizou para convencê-la. Inclusive com apelos de Fernando Henrique Cardoso, como noticiou o jornal do qual é colaborador, "O Globo".

Como jornalista, por três décadas Ana Amélia defendeu e fez propaganda da ditadura, com coluna em jornal e programas de TV e rádio, no Rio Grande do Sul. Chefiava uma sucursal gaúcha em Brasília quando, em l987, foi nomeada secretária do gabinete do senador biônico (não eleito, apenas nomeado pela ditadura) Octavio Omar Cardoso. Seu marido. As 40 horas semanais de trabalho ficaram só no ato de nomeação, Ana Amélia ocupando-se apenas de sua atividade na sucursal e em receber no Senado o salário do fácil dinheiro público."


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