Governo do Estado estuda implantar porto seco em Maracanaú



Projeto visa interligar o Distrito Industrial de Maracanaú aos portos do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, e do Mucuripe, em Fortaleza


02/08/2018

Empresários do Distrito Industrial (DI) de Maracanaú se reuniram com o governador Camilo Santana (PT) para discutir a criação de um plano de contingenciamento de riscos e um "porto seco" na região. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE-CE) será a responsável por realizar estudos preliminares sobre a implantação do "porto seco" que visa interligar o DI aos portos do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, e do Mucuripe, em Fortaleza. 

O porto seco funciona como Estação Aduaneira Interior (Eadi) e um depósito alfandegário fora do porto organizado. É utilizado para armazenagem de cargas importadas ou exportadas, reduzindo custos com logística. Já existe em muitos estados do Brasil, como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo. 

No Ceará é uma necessidade "prioritária", explica José Mozart Martins, presidente da Associação Empresarial de Indústrias (Aedi). "Já demos três sugestões de terrenos no Distrito Industrial. O governador ficou de ver com a Receita Federal e fazer estudo para ver se é viável a instalação. Os benefícios são também para o Estado", reforça. 

Na avaliação de Bosco Arruda, professor titular aposentado do departamento de Engenharia de Produção da Universidade do Ceará (UFC), para maior efetividade, o porto seco precisa estar vinculado a meios de transporte ágeis na área de entorno. 

Considerando que em Maracanaú há um Distrito Industrial, o professor aponta que uma das vantagens é o baixo custo para armazenagem e processo de recebimento de contêineres. "O local seria adequado. Além disso, qualquer empreendimento que tem investimento e organiza logisticamente a movimentação e armazenagem de produtos é benéfico a uma região".
  
Pleiteando melhorias para as indústrias de Maracanaú, a Aedi tem uma agenda de reivindicações junto a órgãos públicos. "Estamos exigindo benfeitorias para onde está o PIB (Produto Interno Bruto) das maiores indústrias do Ceará e que estão abandonadas", informa Mozart. Entre as várias demandas para o Estado, estão a regularização dos terrenos do Distrito Industrial 3 e a criação da Unidade de Segurança Modelar, com uma Delegacia de Polícia Civil, unidade do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. 

Para o município, a Aedi pleiteia a revisão do sistema de transporte público, iluminação pública, calçadas e melhorias nas vias de acesso. Até sexta desta semana, está prevista reunião entre a entidade e o prefeito de Maracanaú, Firmo Camurça (PSDB). 

Segundo o presidente da Aedi, está em curso ainda um estudo com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e a Companhia de Desenvolvimento do Ceará (Codece) para fazer um levantamento de quantas empresas estão ativas e inativas no Distrito Industrial em Maracanaú. O resultado vai permitir uma avaliação mais balizada do cenário atual.

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