Desesperado pela campanha pífia o candidato do Temer demite marqueteiro


REUTERS/Adriano Machado

A campanha do candidato à presidência Geraldo Alckmin entrou em crise com a perfomance pífia do candidato, cuja intenção de voto não passa de um dígito; a primeira baixa da equipe foi justamente no setor mais sensível destas eleições: as mídias sociais; o responsável pela área digital, o publicitário Marcelo Vitorino, foi retirado do cargo nesta quinta-feira, 23; tucanos admitem reservadamente que a campanha não consegue encontrar uma narrativa nas redes sociais para “desconstruir” o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e tornar Alckmin mais palatável


24 DE AGOSTO DE 2018

A campanha do candidato à presidência Geraldo Alckmin entrou em crise com a perfomance pífia do candidato, cuja intenção de voto não passa de um dígito. A primeira baixa da equipe foi justamente no setor mais sensível destas eleições: as mídias sociais. O responsável pela área digital, o publicitário Marcelo Vitorino, foi retirado do cargo nesta quinta-feira, 23. Tucanos admitem reservadamente que a campanha não consegue encontrar uma narrativa nas redes sociais para “desconstruir” o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e tornar Alckmin mais palatável.

Segundo a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, "o candidato do PSDB está insatisfeito com a ação nas redes sociais e que Vitorino também se desentendeu com membros da equipe do marqueteiro Lula Guimarães. Dirigentes de siglas do Centrão – grupo formado por DEM, PP, PR, Solidariedade e PRB – também estão incomodados e disseram a Alckmin que a campanha precisa mudar e expor fragilidades e contradições de Bolsonaro."

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"A avaliação na campanha é que o PT tem uma vaga garantida no segundo turno e que Alckmin é o candidato com mais estrutura e narrativa para disputar com os petistas. A resiliência de Bolsonaro nas pesquisas, contudo, causa apreensão no comitê alckmista. A ideia é usar parte das 12 inserções diárias de 30 segundos a que o PSDB tem direito na TV para atacar o candidato do PSL. A “dose” pode aumentar dependendo do resultado.  Parte do entorno de Alckmin defende que o próprio candidato adote um tom mais agressivo e direto contra Bolsonaro, mas outra corrente advoga a tese que o ideal é preservá-lo e usar apenas os comerciais para a 'propaganda negativa'."


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