Treze anos depois, três condenados pelo furto ao Banco Central de Fortaleza ainda estão foragidos


Adelino Angelim de Sousa Neto, o Amarelo,
foi preso nesta terça-feira (13) no Distrito Federal
(Foto: Polícia Militar do DF)


Quadrilha conseguiu levar R$ 164,7 milhões do caixa-forte do Banco Central em agosto de 2005



15/08/2018 - Dos mais de 100 denunciados por envolvimento no furto ao Banco Central, ocorrido há 13 anos, em Fortaleza, três condenados pela Justiça Federal ainda estão foragidos: Marcos Rogério, que fugiu do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO 2) em fevereiro de 2011; Antônio Artenho e Juvenal Laurindo, que nunca foram presos, segundo a Justiça Federal no Ceará.

Todos os demais acusados foram julgados, estão presos, respondendo em liberdade ou foram soltos pela progressão do regime, de acordo com a Justiça.

Nesta segunda-feira (13), a polícia do Distrito Federal prendeu Adelino Angelim de Sousa Neto, de 36 anos, um dos integrantes da quadrilha que, em agosto de 2005, furtou R$ 164,7 milhões do Banco Central. Ele tinha um mandato de prisão em aberto e foi localizado depois de uma denúncia anônima. Ele foi preso com uma arma de fogo em Paranoá, Região Administrativa do Distrito Federal.

Como foi o furto

Na madrugada de 5 para 6 de agosto de 2005, a quadrilha entrou no caixa-forte do Banco Central através de um túnel, levando mais de três toneladas em notas de R$ 50. Para retirar o dinheiro, o grupo passou por baixo de uma das mais movimentadas vias do Centro de Fortaleza, a Avenida Dom Manuel. O túnel partia de uma casa alugada pela quadrilha. O crime só foi descoberto no início do expediente da segunda-feira (8). O furto é considerado o maior roubo a banco da história do país e o terceiro no mundo.

Asos 10 anos do futo, em 2015, a Justiça Federal no Ceará contabilizava 28 ações penais sobre o caso, 133 pessoas foram denunciadas por envolvimento no crime e 94 réus condenados, dos quais 10 foram absolvidos, em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife.

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