A Globo ajudou a criar um monstro e dá sinais de medo



30/09/2018

Enquanto o movimento #EleNão foi às ruas ontem, em diversos estados, se configurando como o maior movimento de rua após 2013, a mídia velha dava suas dicas de como se comportaria frente à postura das mulheres e das manifestações supra partidárias. Ainda ontem, sites dos principais jornais e veículos de mídia dividiam o mesmo espaço entre o #EleNão e as manifestações fascistas. O que trouxe certo espanto.

Já no dia seguinte, hoje (30), haviam manifestações marcadas para nove estados em favor do fascismo. Foi aí que o comportamento da mídia ficou mais evidenciado. Nenhum dos grandes portais manteve cobertura sobre o fato, talvez pela disparidade entre a dimensão dos movimentos do #EleNão frente ao fracasso do #EleSim nas demais cidades do país, em especial no Rio de Janeiro.

Vale ressaltar que a não cobertura midiática dos que foram as ruas pró Bolsonaro hoje, não significa ser um comportamento definitivo mas, demonstra que o monstro do ódio criado pela mídia pode ter saído do controle. Portanto, ao menos por enquanto, os grupos de mídia não tendo como apoiar diretamente um movimento que se salvaguardou no supra partidarismo, como o #EleNão, não podendo ser cooptado, optou por aplicar o apagamento do #EleSim, tal como fez com a esquerda durante o golpe de 2016. 

Claro que tudo pode mudar, basta que haja mais vantagens oferecidas pelo fascismo, em detrimento a Alckmin, cuja mídia tenta transferir os votos que devem esvair do ódio do candidato do PSL. Até aqui, sem saber como desarmar a bomba fascista, preferiram lavar as mãos e entregar a primavera às flores, neste caso às mulheres.


0 comentários:

[ Deixe-nos seu Comentário ]