Michel Temer enterra o companheiro Geraldo Alckmin com requintes de crueldade


Alan Santos/PR

Num vídeo grotesco, porém verdadeiro, Michel Temer, que chegou ao poder graças a um golpe tramado pelo PSDB, decidiu enterrar, com requintes de crueldade, a candidatura de Geraldo Alckmin; numa mensagem endereçada ao tucano, Temer deixa claro que ele e Alckmin representam o mesmo projeto e têm os mesmos aliados; como Temer é o político mais rejeitado da história do Brasil, isso significa que ele acaba de liquidar a candidatura tucana; detalhe: nesta terça-feira, a Polícia Federal o acusou de receber propinas da Odebrecht; confira o vídeo

6 DE SETEMBRO DE 2018

Num vídeo grotesco, porém verdadeiro, Michel Temer, que chegou ao poder graças a um golpe tramado pelo PSDB, decidiu enterrar, com requintes de crueldade, a candidatura de Geraldo Alckmin. Em mensagem endereçada ao tucano, Temer deixa claro que ele e Alckmin representam o mesmo projeto e têm os mesmos aliados. Como Temer é o político mais rejeitado da história do Brasil, isso significa que ele acaba de liquidar a candidatura tucana.
Detalhe: nesta terça-feira, a Polícia Federal o acusou de receber propinas da Odebrecht. Confira o vídeo e também a reportagem da Reuters sobre as propinas pagas a Temer:

BRASÍLIA/SÃO PAULO, 5 Set (Reuters) - A Polícia Federal indiciou o presidente Michel Temer nos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um inquérito que apura um repasse de 10 milhões de reais feito pela empreiteira Odebrecht ao seu partido, o MDB, em 2014, de acordo com relatório policial a que a Reuters teve acesso.

O documento aponta que Temer recebeu 1,4 milhão de reais ao longo de março daquele ano por solicitação do atual ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e que pode ter recebido mais recursos em setembro, que teriam sido entregues no escritório de advocacia de José Yunes, amigo pessoal e ex-assessor de Temer.

No relatório, a PF afirma ainda que o ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima filho, também amigo pessoal e ex-assessor de Temer, teria sido o intermediário do então vice-presidente da República no recebimento dos recursos pedidos por Moreira Franco à Odebrecht.

A investigação aponta, além de Moreira, o atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, como beneficiário de recursos passados pela Odebrecht.

“Os valores não reverteram somente ao atual ministro-chefe da Casa Civil, tendo sido endereçados também ao excelentíssimo senhor presidente da República, Michel Temer, na pessoa de João Baptista Lima Filho”, afirma o relatório.

Padilha também foi indiciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, assim como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que está preso. Moreira foi indiciado por corrupção passiva.

Em nota, o Palácio do Planalto classificou as conclusões da Polícia Federal no inquérito de “um atentado à lógica e à cronologia dos fatos”, e afirma que o que foi pedido à Odebrecht durante um jantar em 2014 foram recursos para campanhas eleitorais que, de acordo com a nota, foram registrados na conta do partido e declarados à Justiça Eleitoral.

“Agora, sem conseguir comprovar irregularidades nas doações, o delegado aponta supostos pagamentos ocorridos em março como prova dos crimes, ou seja, dois meses antes do jantar”, afirma a nota.

“A investigação se mostra a mais absoluta perseguição ao presidente, ofendendo aos princípios mais elementares da conexão entre causa e efeito.”

As conclusões da PF seguem para a Procuradoria-Geral da República que pode usá-las como base para o oferecimento de uma denúncia, pedir novas investigações ou até pedir o arquivamento do caso ao STF.





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