PAULO MOREIRA LEITE | Quero saber o que Barroso fará com a candidatura de Bolsonaro


Editora 247/TSE

No programa Boa Noite 247 deste domingo 2, o jornalista Alex Solnik declarou que a candidatura de Bolsonaro é "inaceitável" e que o Judiciário "tem que ser provocado" para que o deputado federal, após ter cometido um crime no Acre, onde fez apologia à violência, tenha seu registro questionado; Paulo Moreira Leite cobrou uma atitude do ministro Barroso, que na sexta-feira votou contra Lula, contrariando parecer da ONU; assista

3 DE SETEMBRO DE 2018

Os jornalistas Paulo Moreira Leite e Alex Solnik criticaram duramente o gesto do candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro, de incitação ao crime. Durante campanha em Rio Branco, no Acre, neste sábado 1º, Bolsonaro usou um objeto do palco para simular uma metralhadora e disse que iria "fuzilar a petralhada" local.

No programa Boa Noite 247 deste domingo 2, Solnik declarou que a candidatura de Bolsonaro é "inaceitável" e que o Judiciário "tem que ser provocado" para que o deputado federal, após ter cometido mais de um crime, tenha seu registro questionado e julgado pelos ministros da Justiça Eleitoral.

"Isso não é nem incitar o ódio, mas sim incitar a matar. Amanhã tem que haver algum tipo de manifestação no TSE pra que essa candidatura seja impedida. Ela é intolerável, ela está procurando sangue, morte. Já vimos o que aconteceu na Caravana do Lula no Rio Grande do Sul", destacou o jornalista, lembrando do disparo a tiros contra um ônibus do ex-presidente. "A democracia não pode tolerar esse tipo de atitude", completou.

Paulo Moreira Leite cobrou o ministro Luís Roberto Barroso, relator da candidatura Lula no TSE, que na sexta votou contra a participação de Lula na disputa, contrariando parecer do Comitê de Direitos Humanos da ONU.

"Estou esperando o doutor Barroso. Porque o doutor Barroso passou a última sexta-feira dando uma lição de moral, de dignidade, de respeito à lei, já falou em refundar o Brasil... eu quero saber o que ele vai fazer com esse candidato. Porque esse candidato está fazendo apologia ao crime, e isso é crime", ironizou. "Porque é muito fácil fazer o discurso da moral, de refundar a República", acrescentou.


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