REINALDO AZEVEDO: o derrotado vai aceitar a derrota?


Ari Versiani/Ag.Ponto

O jornalista Reinaldo Azevedo afirma que o grade problema destas eleições e da democracia brasileira neste momento é a não aceitação do resultado das eleições; segundo Azevedo, o PT sempre ocupou o espaço natural da oposição e, por isso, aceita sem maiores dramas os resultados; já o PSL, partido nanico do candidato que lidera as intenções de voto, é uma caixa-preta e o horizonte pós derrota poderia ser mais 4 anos de truncamento político 

21 DE SETEMBRO DE 2018

O jornalista Reinaldo Azevedo afirma que o grade problema destas eleições e da democracia brasileira neste momento é a não aceitação do resultado das eleições. Segundo Azevedo, o PT sempre ocupou o espaço natural da oposição e, por isso, aceita sem maiores dramas os resultados. Já o PSL, partido nanico do candidato que lidera as intenções de voto, é uma caixa-preta e o horizonte pós derrota poderia ser mais 4 anos de truncamento político.

Em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, o jornalista destaca: "se Jair Bolsonaro (PSL) ou Geraldo Alckmin (PSDB) vencer a disputa, sei quem vai liderar a oposição: o PT. E já é um lugar de poder. Essa batalha, o partido já ganhou. Agora há a outra. Se o vitorioso for o petista Fernando Haddad ou Ciro Gomes (PDT), quem comandará o campo adversário? A pergunta e a resposta expõem a miséria a que chegou a política brasileira".

E prossegue: "segundo dados da mais recente pesquisa Datafolha, Bolsonaro lidera a corrida no primeiro turno, com 28%. Empatados tecnicamente em segundo lugar estão Haddad, com 16%, e Ciro, com 13%. Alckmin segue com 9%. A disputa de 2014 recomenda cuidado com antevisões a duas semanas da disputa. Mas é razoável supor ao menos que o 'capitão reformado' tem grande chance de estar na etapa final. E essa possibilidade basta para a fantasmagoria de que se vai tratar aqui".

Ao final de sua reflexão, Azevedo alerta: "nas democracias, quem perde vigia o poder. Vivemos um tempo em que, a depender do resultado, ao grande derrotado restará a irrelevância ou a arruaça. Como foi que chegamos a esse ponto?"


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