Chefe do jornal da Record pede demissão e declara voto em Fernando Haddad

Editora 247

Jornalista Luciana Barcellos lembra que o que está em jogo é a democracia e que votar em Fernando Haddad "não é assinar cheque em branco para o PT, não é isentar o PT da responsabilidade de não ter feito a autocrítica. É defender o nosso direito de seguir em frente. E pra nós, jornalistas, votar no Haddad é também defender o direito de exercer livremente a profissão"; ela se desligou essa semana da emissora do bispo Edir Macedo, que apoia Jair Bolsonaro e tem sido acusada de pressionar os jornalistas a fazerem matérias positivas sobre o candidato

26 DE OUTUBRO DE 2018

Em meio a informações de que a Rede Record tem pressionado seus jornalistas a fazerem reportagens positivas do candidato Jair Bolsonaro (PSL), apoiado pelo bispo Edir Macedo, dono da emissora, a jornalista Luciana Barcellos pediu demissão de seu cargo de chefe de redação do Jornal da Record essa semana e, nesta sexta-feira 26, declarou seu voto em Fernando Haddad em uma postagem nas redes sociais.

No texto, ela não esclarece o motivo da saída, mas afirma que Haddad não foi sua opção no primeiro turno e que votar no candidato neste domingo "não é assinar cheque em branco para o PT, não é isentar o PT da responsabilidade de não ter feito a autocrítica. É defender o nosso direito de seguir em frente. E pra nós, jornalistas, votar no Haddad é também defender o direito de exercer livremente a profissão".

"Ninguém é racista ou homofóbico só da boca pra fora. Ninguém defende tortura só porque é "meio doido". Não existe fascismo "light"", critica ainda Luciana. Em outro post, do dia 20 de outubro, ela fala sobre o pedido de demissão, agradecendo aos colegas de trabalho. "A decisão de pedir desligamento não foi das mais fáceis. Mas a vida às vezes exige que a gente assuma riscos", escreve.

Nessa mesma data, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo denunciou pressões abusivas que os jornalistas da Record vêm sofrendo para privilegiar a candidatura de Bolsonaro. A entidade diz ter recebido "denúncias de vários jornalistas da Rede Record – televisão, rádio e portal de notícias R7" e "torna público, como exige seu dever de representação da categoria, o inconformismo desses profissionais com as pressões inaceitáveis e descabidas em uma empresa de comunicação".

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1 comentários:

Unknown disse...

Lendo essa Notícias, fico pensando: hoje, estamos numa democracia ou numa ditadura? Se a Globo cai para um lado d política porque a Record não pode cair para o outro lado. Dessa forma, entende-se que todos tem a obrigação de votarem no Haddad, não havendo necessidade de ter um segundo candidato. O voto é livre e cada um tem o direito de escolher quem quiser.
A propósito, todo candidato deveria num único programa, apresentar sua plataforma de governo e ponto final.
Cada um escolheria o seu candidato. Hoje o que se vê é um querendo falar das particulariedades do outro, fabricando mil notícias inverídicas, acusações pessoais, etc etc.

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