Haddad em Fortaleza: vamos virar a eleição e derrotar um trambiqueiro


Ricardo Stucktert 

O candidato do campo democrático à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), disse, durante um ato de campanha em Fortaleza (CE), que uma vitória sobre o candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), terá "um gosto especial, (...) porque não é ganhar de um cara razoável. É ganhar de um trambiqueiro, é ganhar de um cara destrambelhado". A afirmação vem na esteira das denúncias de que empresários estariam bancando campanhas milionárias para disparos massivos de mensagens em aplicativos nas redes sociais contra ele e o PT, o que configura crime eleitoral; "Modéstia à parte, o Brasil precisa mais de um professor que de um miliciano", ressaltou

20 DE OUTUBRO DE 2018

O candidato do campo democrático à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), disse, durante um ato de campanha em Fortaleza (CE), que uma vitória sobre o candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), terá "um gosto especial, (...) porque não é ganhar de um cara razoável. É ganhar de um trambiqueiro, é ganhar de um cara destrambelhado". A afirmação vem na esteira das denúncias de que empresários estariam bancando campanhas milionárias para disparos massivos de mensagens em aplicativos nas redes sociais contra ele e o PT, o que é vedado pela legislação eleitoral além de configurar crime de caixa 2.

Haddad, que na manhã deste sábado (20) participa do ato "Caminhada pela Democracia", também em Fortaleza, antes de seguir para o Crato e Juazeiro do Norte, também destacou que a campanha de Bolsonaro tem sido caracterizada pela incitação à violência. "Modéstia à parte, o Brasil precisa mais de um professor que de um miliciano", ressaltou. "Não é qualquer mal que ele traz para política. É um mal que leva à violência, ao desrespeito. É evangélico desrespeitando católico, branco desrespeitando negro, homem desrespeitando, porque ele estimula esse tipo de coisa o tempo inteiro. Há muito tempo não víamos isso na política acontecer", afirmou.

Haddad disse esperar, ainda, que o "tranco" da repercussão da denúncia de que empresas estariam bancando uma campanha difamatória contra ele e PT, resultem "na prisão preventiva de empresário, para que eles denunciem em delação o que aconteceu na campanha" do adversário. Para ele, a guerra cibernética influenciou o súbito crescimento de Bolsonaro na reta final do primeiro turno. "Ninguém entendeu muito bem o que estava rolando. "A gente vinha crescendo muito forte [no primeiro turno]. Aí a gente passou o Bolsonaro nas projeções de segundo turno. Ficamos uma semana à frente dele nas projeções de segundo turno. A gente ia terminar o primeiro turno em primeiro lugar.

Isso era o que todo mundo dizia. Aí a gente não entendeu o que aconteceu nos últimos três, quatro dias", observou.
"Não foi só na eleição presidencial. Na eleição para o Senado, para governador de Minas, do Rio de Janeiro. Um negócio muito estanho. Como é que o eleitor se comporta tão diferentemente do dia para a noite? ...Uma mudança brusca dessa natureza... Tinha que ter acontecido alguma coisa. A gente começou a desconfiar. Aí (veio) a reportagem da Folha de ontem (quinta-feira, 18)", disse sobre a denúncia de que empresários teriam gasto até R$ 12 milhões na comprar de pacotes de disparos de mensagens em massa contra o PT e sua candidatura.

"A atividade digital tem que ser marcante nestes dez dias para conter a 'mentiraiada' que ele conta e para fazer o Brasil ser feliz de novo", clamou.


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