Bolsonaro recua de novo e embaixada em Jerusalém vira escritório

Editora 247

Pressionado pela ala militar do governo, Jair Bolsonaro decidiu não mais transferir a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém; embora esteja decidido a manter a retórica sobre a mudança – que foi discutida com o assessor americano John Bolton e atende apenas à política externa dos Estados Unidos – ele não vai fixar data para a transferência da representação diplomática; na prática, portanto, a embaixada permanece em Tel Aviv e Jerusalém terá, no máximo, um escritório de negócios; sondagem 247 revelou que, para 87%, o vice Mourão estava certo ao defender a embaixada em Tel Aviv, como forma de não comprometer exportações para países árabes nem colocar o Brasil na mira de terroristas

30 DE NOVEMBRO DE 2018

Pressionado pela ala militar do governo, Jair Bolsonaro decidiu não mais transferir a embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém. Embora esteja decidido a manter a retórica sobre a mudança – que foi discutida com o assessor americano John Bolton e atende apenas à política externa dos Estados Unidos – ele não vai fixar data para a transferência da representação diplomática, segundo informa a jornalista Mônica Bergamo em coluna no jornal Folha de S. Paulo. A opção é deixar o assunto em banho-maria, sem anunciar data para que a transferência ocorra – o que na prática caracteriza o recuo.

Na reportagem, Bergamo informa que Bolsonaro sabe que "'há implicações geopolíticas importantes' e que mudar a embaixada 'é um passo arriscado'. Está sendo aconselhado a implantar qualquer decisão 'de forma paulatina'. A abertura de um escritório de negócios em Jerusalém, por exemplo, poderia ser uma alternativa à mudança pura e simples do endereço da representação diplomática."

A matéria ainda informa que "um dos temas da conversa que Bolsonaro teve com o embaixador de Israel, Yossi Shelley, foi justamente a abertura de um escritório da República Tcheca em Jerusalém. O assunto foi puxado pelo diplomata. O setor militar do governo é um dos que alertam para as possíveis consequências de um gesto mais radical. O general e vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, disse à Folha que a mudança da embaixada pode transferir o terrorismo para o Brasil."

Sondagem 247 revela que para 87% dos internautas, o general Hamilton Mourão está certo com relação ao tema e Bolsonaro, errado. De acordo com o levantamento, o vice Mourão estava certo ao defender a embaixada em Tel Aviv, como forma de não comprometer exportações para países árabes nem colocar o Brasil na mira de terroristas.


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