Luis Roberto Barroso intima gigantes da internet sobre fake news em massa pró-Bolsonaro

Editora 247

Relator da prestação de contas da campanha de Jair Bolsonaro no TSE, o ministro Luis Roberto Barroso atendeu a um pedido da área técnica da Corte e determinou que WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram e Google que respondam, em um prazo de três dias, se houve contratação de impulsionamento de conteúdo a favor do presidente eleito; "O impulsionamento de conteúdos é considerado gasto eleitoral, sujeito a registro e aos limites fixados na lei", escreveu Barroso em sua decisão

10 DE NOVEMBRO DE 2018 

O ministro Luís Roberto Barroso, ministro do Tribunal Superior Eleitoral, determinou nessa sexta-feira, 9, que WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram e Google que respondam, em um prazo de três dias, se houve contratação de impulsionamento de conteúdo a favor do presidente eleito Jair Bolsonaro durante as eleições.

Barroso, que é relator no Tribunal Superior Eleitoral da prestação de contas parcial da campanha de Bolsonaro, atendeu a um pedido da área técnica do TSE, que analisa as contas de campanha apresentadas por Bolsonaro. As notificações foram emitidas nesta sexta (9).

"As eleições 2018 são o primeiro pleito em que foi autorizada a contratação de impulsionamento de conteúdos na internet. [...] O impulsionamento de conteúdos é considerado gasto eleitoral, sujeito a registro e aos limites fixados na lei", escreveu Barroso em sua decisão.

Durante o segundo turno da campanha presidencial, a Folha de S. Paulo revelou que empresas impulsionaram disparos de notícias falsas por WhatsApp contra o PT. A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada pela legislação eleitoral, e não declarada. Bolsonaro e seus aliados negam que tenham contratado esse tipo de serviço.


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