Mais Médicos: menos de 10% dos inscritos apareceram para trabalhar

Editora 247

Dados divulgados pelo ministério da Saúde nesta quarta-feira (28) informam que somente 8,9% dos aprovados no novo edital do Mais Médicos, aberto após Cuba deixar o programa, se apresentaram para trabalhar nos postos de saúde; tanto o atual governo quanto o presidente eleito, Jair Bolsonaro, haviam comemorado o fato de 97,8% das vagas abertas terem sido preenchidas (8.319 de 8.500), porém, somente 738 profissionais apareceram para trabalhar; o prazo para se apresentarem é 14 de dezembro

28 DE NOVEMBRO DE 2018

Dados divulgados pelo ministério da Saúde nesta quarta-feira (28) informam que somente 8,9% dos aprovados no novo edital do Mais Médicos, aberto após Cuba deixar o programa, se apresentaram para trabalhar nos postos de saúde. Tanto o atual governo quanto o presidente eleito, Jair Bolsonaro, haviam comemorado o fato de 97,8% das vagas abertas terem sido preenchidas (8.319 de 8.500), porém, somente 738 profissionais apareceram para trabalhar. O prazo para se apresentarem é 14 de dezembro, de acordo com o edital.

Após Cuba irresponsavelmente retirar-se do Mais Médicos por não aceitar dar liberdade e salário integral aos seus cidadãos, quase 100% das vagas já foram preenchidas por brasileiros. Está claro que o acordo do PT era pretexto para financiar a ditadura membro do foro de São Paulo.

Reportagem do portal UOL traz o caso da cidade de Cosmópolis, interior de São Paulo, que teve sete médicos aprovados no novo edital, mas somente três estão disponíveis. Segundo a prefeitura, três desistiram antes de 'tomar posse' e um não se apresentou. "Lá havia oito médicos cubanos - sete saíram. O outro fez o Revalida, exame de validação do diploma obtido no exterior, e foi aprovado", informa a matéria.

Os gestores de Saúde estão preocupados. "Se houver dificuldade em repor os cubanos, o ministério estuda deslocar profissionais que já atuam no programa para essas regiões. Em edital de novembro de 2017, o índice de desistência entre profissionais com registro havia sido de 20%", diz a reportagem. 

Já em Contagem, Grande Belo Horizonte, dos cinco médicos inscritos, dois desistiram. No posto de Nova Contagem, bairro pobre da cidade, o único médico que havia, um cubano, já deixou o posto. Com isso, a prefeitura estima que 22 pacientes deixam de ser atendidos diariamente no local.


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