Moro "comprometeu sua independência como magistrado de maneira irremediável" diz editorial da Folha de S. Paulo

Editora 247

A Folha de S.Paulo escreveu um duro editorial sobre o convite de Bolsonaro a Moro para o Ministério da Justiça e o comportamento do juiz nos últimos dias; para o jornal, Moro "comprometeu sua independência como magistrado de maneira irremediável" e não tem como seguir à frente da Lava Jato; "Sobe ao palco o juiz inebriado pela adoração popular e pela chance de entrar na política"

1 DE NOVEMBRO DE 2018

A Folha de S.Paulo escreveu um duro editorial sobre o convite de Jair Bolsonaro a Sergio Moro para o Ministério da Justiça e o comportamento do juiz nos últimos dias. Para o jornal, Moro "comprometeu sua independência como magistrado de maneira irremediável ao dar passos tão resolutos na direção do novo governo" e não tem como seguir à frente da Lava Jato; mais ainda, o texto afirma que o "dano para a credibilidade da Lava Jato (...) pode ser irreversível"

A opinião da família Frias, que sempre apoiou Moro, deu um giro de 180º: "Sobe ao palco o juiz inebriado pela adoração popular e pela chance de entrar na política".

O início do texto é contundente: "A sofreguidão com que o juiz federal Sergio Moro atendeu ao chamado do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), poucas horas após o fechamento das urnas, espantou até mesmo os observadores mais atentos da trajetória do magistrado".

Para o jornal, o simples fato de ter sido convidado e a reação de Moro já são suficientes para por "em dúvida sua isenção" e ensejará "pedidos para que tribunais superiores revisem suas sentenças com olhar crítico". O editorial afirma aina ser "previsível o questionamento a decisões que podem ter contribuído para o triunfo bolsonarista ao reforçar sentimentos antipetistas —da prisão de Lula à divulgação da delação do ex-ministro Antonio Palocci às vésperas do primeiro turno".


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