Plano de Paulo Guedes vai arrebentar a indústria brasileira

Editora 247
Enquanto os países desenvolvidos se fecham e protegem seus mercados, a equipe econômica de Paulo Guedes quer baixar tarifas de importação de produtos industriais no Brasil, sem exigir nenhuma contrapartida; é mais uma traição contra empresários que apoiaram o golpe de 2016 e a própria eleição de Bolsonaro; Robson Andrade, presidente da CNI, diz que tarifas devem cair apenas em caso de acordos comerciais, ou seja, com contrapartidas

10 DE NOVEMBRO DE 2018

Enquanto os países desenvolvidos se fecham e protegem seus mercados, a equipe econômica de Paulo Guedes quer baixar tarifas de importação de produtos industriais no Brasil, sem exigir nenhuma contrapartida.

A ideia é que as tarifas de todos os bens importados sejam reduzidas em quatro anos. Os produtos que atualmente são taxados de 20% a 35%, como eletrodomésticos, automóveis e confecções, passariam para 15%. Os com tarifa de 15% a 20%, como alguns bens de capital, para 10%. Tarifas de 5% a 15%, que atinge produtos siderúrgicos, por exemplo, cairiam para 5% e, as abaixo de 5%, como matérias-primas, para zero.

Outra proposta defende iniciar o corte nas tarifas pelos bens de capital e informática, o que poderia ser feito dentro das regras do Mercosul. Prevê também a redução das tarifas sobre produtos siderúrgicos. As tarifas seriam cortadas gradualmente até chegar a 4% em 2021, em linha com a média mundial. Hoje, vão de 8% a 35% para bens de capital, de 6% a 25% para informática e de 8% a 14% para o setor siderúrgico. O objetivo, nesse caso, seria melhorar a competitividade.

As propostas de abertura comercial com redução unilateral das tarifas de importação contraria a posição da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para a qual a abertura deve ser feita por meio de acordos comerciais que prevejam alguma contrapartida para o País. "Somos a favor da abertura, desde que seja por meio de acordos internacionais", disse o presidente da CNI, Robson Andrade. "Abertura unilateral, que benefício tem?" Ele defende que o Brasil receba algo em troca pela abertura de seu mercado. Por exemplo, novas tecnologias e inovações.

Para Andrade, se as tarifas forem reduzidas abruptamente, o resultado pode ser a perda de investimentos que seriam feitos no País por empresas estrangeiras.


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