Sérgio Moro: delegada não tem responsabilidade por suicídio de reitor

Editora 247

Futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro disse ter plena confiança no trabalho da delegada Erika Marena, que durante a operação Ouvidos Moucos pediu a prisão do então reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier, que se suicidou após a arbitrariedade; "Foi uma tragédia, algo trágico e toda a solidariedade aos familiares do reitor, mas foi um infortúnio imprevisto na investigação. A delegada não tem responsabilidade quanto a isso"; Marena fará parte da equipe de Moro durante o governo Bolsonaro

20 DE NOVEMBRO DE 2018

Futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro, Sergio Moro disse nesta terça-feira 20 ter plena confiança no trabalho da delegada Erika Marena, que durante a operação Ouvidos Moucos pediu a prisão do então reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier, que se suicidou menos de três semanas após ser preso.

"Foi uma tragédia, algo trágico e toda a solidariedade aos familiares do reitor, mas foi um infortúnio imprevisto na investigação. A delegada não tem responsabilidade quanto a isso", declarou Moro a jornalistas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete da equipe de transição, segundo reportagem do Valor Econômico.

Erika Marena foi indicada por Moro para assumir o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). O ex-juiz federal também confirmou nesta terça que o delegado Maurício Valeixo será o diretor-geral da Polícia Federal durante o governo Bolsonaro (PSL).

Cancellier foi preso no dia 14 de setembro do ano passado, acusado de chefiar uma organização criminosa que atuava na UFSC e que teria desviado R$ 80 milhões. O valor, divulgado no site da Polícia Federal, representam, na verdade, a soma de verbas que a instituição recebeu ao longo de 10 anos para o programa de ensino à distância alvo da investigação.

O então reitor, que era investigado sem saber, vestiu uniforme laranja, foi algemado e teve os pés acorrentados quando preso. Dormiu uma noite numa penitenciária. Se matou 18 dias depois, jogando-se do 7º andar de um shopping em Florianópolis, deixando um bilhete com a frase: "A minha morte foi decretada quando fui banido da universidade!". O professor havia sido impedido de trabalhar e até entrar na UFSC.

As 6 mil páginas do inquérito e 800 do relatório da PF sobre o caso levam à conclusão de que nada existe contra Cancellier.


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