ALEX SOLNIK | Inventa outra, Queiroz!



Jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. Autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"
26 de Dezembro de 2018

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia - Isso de que a movimentação atípica em sua conta bancária se deve a seus negócios com automóveis, que foi o que o ex-PM Fabrício Queiroz disse agora há pouco em entrevista exclusiva ao SBT, lembra muito a história do Renan Calheiros com venda de gado que ninguém sabia que ele tinha e de Eduardo Cunha com venda de carne enlatada para a África. Não tem pé nem cabeça.

O que está documentado e provado, portanto, até agora, é que ele recebeu em sua conta os salários de quem trabalhava no gabinete de Flávio Bolsonaro. É isso o que ele tem que contar: como e por que e por ordem de quem esses salários iam para a sua conta e o que ele fazia com eles. E também falta explicar porque ele foi demitido entre o primeiro e o segundo turnos depois de 34 anos de serviços prestados ao futuro presidente.

Seria melhor ter ficado calado a contar essa lorota, ainda mais numa entrevista ao SBT, que já definiu sua posição a favor de Bolsonaro ainda durante a campanha. Colunistas que vinham questionando o sumiço de Queiroz não vão se dar por satisfeitos. Não adianta apenas aparecer, era preciso aparecer e contar uma história minimamente plausível. Essa não resiste à menor análise. Não vai colar.

Inventa outra, Queiroz!


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