CRISTIANO LIMA | O boné


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Educador, graduando em Geografia pela UERJ - CEDERJ e escritor

02 de dezembro de 2018 

Não! Não se deixe enganar.

Não foi apenas um presentinho, uma maneira de agradar a um convidado, vai muito além.

O boné de campanha de Donald Trump na cabeça de um representante do futuro governo brasileiro vem como um acessório de cabresto, dominação.

Uma triste interpretação a nós brasileiros que experimentamos o sabor doce do mel da liberdade, independência e reconhecimento internacional.

Quem não se lembra da frase dirigida ao eterno Presidente Lula pelo então Presidente dos Estados Unidos, da época, Barack Obama:

“Ele é o cara”

Quando na época de George W. Bush todos se calaram para ouvir Lula, falar do crescimento do MERCOSUL, alfinetando os poderosos com um discurso emocionante e que calou o presidente americano:

“durante séculos, o Brasil deu as costas para a América  do Sul , achando que o que era bom para os EUA era bom para o Brasil, achando que o que era bom para Europa era bom para o Brasil....”(Lula) 

Era um Brasil sem medo, e se fazendo valer de sua independência e competência.

Já para o futuro enxergamos com tamanha tristeza um presidente e sua trupe que transpiram admiração e um desejo incontrolável de submissão aos Estados Unidos.

Essa infeliz característica fez não só ele, mas sua prole dizer umas das piores declarações e que podem ser entendidas como uma afronta ao mundo árabe: A mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv  para Jerusalém.

As retaliações podem ser de fundo econômico, ou ainda piores se lembrarmos dos grupos extremistas que lutam naquela região. 

O fato é que o que teremos pela frente é um governo embaraçoso que vai levar o povo a buscar equilíbrio no arame farpado.

O patriotismo tão colocado em campanha fica claro, aqui, que não era pelo país.

Se o “Brasil acima de todos”, já soava como uma afronta aos ouvidos de quem se entristece com uma das mais horrendas fases da história do mundo, (lembrando do Alemanha acima de todos) hoje se reflete a um Brasil abaixo de tudo e todos.

O boné, aqui, fica entendido como um batismo, um símbolo da submissão e da mentira.


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