Depósitos na conta de motorista coincidem com pagamentos na Alerj

Editora 247


Aumentam as suspeitas de lavagem de dinheiro que contra Fabrício Queiroz; cruzamento das datas dos depósitos feitos em dinheiro nas contas do ex-motorista do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) com os dias de pagamento dos salários da Alerj entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 mostra que em praticamente todos os meses, a maior parte do dinheiro entra na conta de Fabrício no mesmo dia ou poucos dias depois de os servidores receberem o salário; na maior parte dos meses, o dinheiro é sacado no mesmo dia em são feitos os depósitos

11 DE DEZEMBRO DE 2018

Dados do relatório do Coaf sobre as movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz deixam o caso ainda mais sob suspeitas. A maior parte dos depósitos em dinheiro na conta do ex-motorista do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) coincidem com as datas de pagamento na Assembleia Legislativa do Rio.

Queiroz recebeu pagamentos de nove ex-assessores do senador eleito e filho do presidente eleito. Segundo cruzamento feito pelo Jornal Nacional nesta terça-feira, 11, das datas dos depósitos feitos em dinheiro nas contas do ex-assessor com os dias de pagamento dos salários da Alerj entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, em praticamente todos os meses, a maior parte do dinheiro entra na conta de Fabrício no mesmo dia ou poucos dias depois de os servidores receberem o salário. 

Em março, abril, maio, junho, agosto e novembro houve depósitos no mesmo dia do pagamento. Em dezembro, teve depósitos um dia depois do salário e no mesmo dia em que foi pago o décimo-terceiro para os funcionários da Alerj.

Nas datas em que Fabricio Queiroz sacou dinheiro também há informações que levantam suspeitas de que ele recolhia parte do salário dos assessores do parlamentar. Nos meses de março, abril, maio, junho e novembro ele começa a tirar dinheiro da conta no mesmo dia em que são feitos os depósitos ou nos dias seguintes. Na maioria das vezes, o saque é de R$ 5 mil, que é o limite diário por agência no banco dele.

O relatório do Coaf levanta a possibilidade de que os saques e os depósitos tenham sido feitos para ocultar a origem ou o destino final do dinheiro que passava todos os meses pela conta de Fabrício. Investigadores dizem que a quebra do sigilo bancário dos envolvidos poderia ajudar a esclarecer essas dúvidas.


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