Golpe de Temer tirou pobres dos aviões e fez demanda aérea recuar dez anos

Editora 247

A esquerda sempre alegou que um dos motivos do golpe jurídico-parlamentar contra a presidente deposta Dilma Rousseff foi o incômodo de setores das classes médias com o excesso de pobres em aviões. Sendo verdadeira ou falsa esta tese, o fato é que a a demanda aérea no Brasil só cresceu até 2014, último ano em que Dilma conseguiu governar. Depois disso, veio o 'quanto pior, melhor' da conspiração tramada pelo PSDB e MDB para colocar Michel Temer no poder e o setor despencou – com isso, o volume de passageiros transportados recuou uma década, levando à quebra de empresas como a Avianca

16 DE DEZEMBRO DE 2018

"O volume de passageiros atendidos por todas as empresas brasileiras de aviação comercial desabou desde 2014 para níveis do início desta década. Os dados de 2018 apontam para uma reação discreta", informa reportagem de Guilherme Garcia, Fabio Takahashi e Joana Cunha, publicada na Folha de S. Paulo deste domingo. "A dificuldade do mercado ficou explícita no caso da Avianca – com a recuperação judicial anunciada na semana passada", dizem ainda os repórteres, alegando que isso levou Michel Temer a liberar a participação estrangeira de 100% nas companhias brasileiras na tentativa de atrair recursos.

A realidade, no entanto, parece ser mais complexa. Desde o golpe de 2016, a esquerda tem alegado que um dos motivos da conspiração contra a presidente deposta Dilma Rousseff foi o incômodo de setores das classes médias com o excesso de pobres em aviões. Sendo verdadeira ou falsa esta tese, o fato é que a a demanda aérea no Brasil só cresceu até 2014, último ano em que Dilma conseguiu governar. Depois disso, veio o 'quanto pior, melhor' da conspiração tramada pelo PSDB e MDB para colocar Michel Temer no poder e o setor despencou – com isso, o volume de passageiros transportados recuou uma década, levando à quebra de empresas como a Avianca.

"Nos primeiros oito meses deste ano, ainda houve queda no número de passageiros em relação ao mesmo período de 2017. O ritmo da retração, porém, diminuiu para 2% —antes, fora de 6%— de 2016 para 2017. Com metodologia diferente, a Abear (associação das grandes empresas aéreas) aponta que o mercado doméstico atual recuou para o nível de 2013, início de sua série histórica", informa a reportagem.


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