Lava Jato usou fake news contra indulto de Natal, diz Gilmar Mendes

Esmael Moraes


2 de dezembro de 2018 | por Esmael Morais

A maioria dos condenados pela lava jato já recebeu perdão judicial em virtude de delações premiadas da própria lava jato, portanto, esses presos não foram beneficiado com indulto presidencial mas pela própria força-tarefa.

Esclarecido isto, também é falsa a ideia de que o indulto de Natal decretado em 2017 por Michel Temer irá beneficiar presos por corrupção.

Quem primeiro levantou a lebre das fake news da lava jato foi o ministro do STF Gilmar Mendes.

De acordo com o ministro, o levantamento da lava jato segundo qual 22 presos por corrupção poderiam ser beneficiados pelo indulto de Natal é “propaganda enganosa” da força-tarefa.

Em seu voto favorável ao indulto, esta semana, Mendes disse que há questões “ignoradas ou distorcidas” e que o tempo de pena que estaria sendo cumprida no final deste ano por esses condenados só seriam abarcadas por decreto de 2018. “É um exercício de futurologia”, desqualificou.

Gilmar Mendes ainda “mitou” ao revelar que 14 desses presos supostamente beneficiados pelo indulto seriam delatores, por isso, segundo o ministro, já estão fora do sistema prisional beneficiados por acordos de delação premiada.

Mesmo que fosse verdade da lava jato — mas não é, como restou comprovado – 22 corruptos não podem obstar o benefício para 30 mil pessoas. As penas de duas dezenas de pessoas não podem transpor para milhares, pois fere o princípio constitucional da personalização da pena (art. 5º, XLV, da Constituição Federal).

A lava jato andou perdoando corruptos em pencas, sem que eles tivessem cumprido parte razoável de suas condenações (quando as tinha).

Ainda de acordo com as checagens de sites independentes, o Ministério Público colocou entre esses 22 presos pessoas que sequer foram a julgamento.

Resumo da ópera: a lava jato é só marketing, só fake news e só é mais um partido político.


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