Polícia Federal faz busca e apreensão no apartamento de Gilberto Kassab em São Paulo

Editora 247

A Polícia Federal faz buscas no apartamento do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), em São Paulo, na manhã desta quarta; a ação é decorrente da delação da JBS; um delator afirmou que Kassab recebia uma mesada de R$ 350 mil por mês em 2009, quando ainda era prefeito da capital; os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes; Kassab foi anunciado por João Doria como secretário da Casa Civil de seu futuro governo em São Paulo; foi prefeito de São Paulo entre 31 de março de 2006 e 1 de janeiro de 2013

19 DE DEZEMBRO DE 2018

A Polícia Federal faz buscas no apartamento do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (19). A ação é decorrente da delação da JBS. Um delator afirmou que Kassab recebia uma mesada de R$ 350 mil por mês em 2009, quando ainda era prefeito da capital. Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Kassab foi anunciado por João Doria como secretário da Casa Civil de seu futuro governo em São Paulo; foi prefeito de São Paulo entre 31 de março de 2006 e 1 de janeiro de 2013.

Não se sabe se depois da operação a nomeação de Kassab para o governo tucano de São Paulo será mantida. Kassab será (ou seria) o homem forte do governo, responsável.

Um aspecto relevante da operação é a autorização de Alexandre de Moraes. Ele foi secretário municipal de Transportes de São Paulo da gestão de Gilberto Kassab, de 2007 a 2010, e secretário municipal de Serviços, cumulativamente, de 2009 a 2010. Depois, os dois romperam.

Kassab disse ao G1 estar "tranquilo" e que "não há nada que macule" sua imagem após o cumprimento do mandado de busca e apreensão por agentes da Polícia Federal (PF) em seu apartamento na manhã desta quarta-feira (19), no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo.

"Ao longo de todos esses anos de vida pública não há nada que me comprometa no campo da imoralidade. Estou tranquilo porque sempre respeitei os princípios da ética. Estou à disposição do Ministério Público e do Poder Judiciário. Não há nada que macule minha imagem", afirmou Kassab ao G1 por telefone. Ele está em Brasília e não acompanhou a ação dos agentes da PF em sua casa. Seu advogado está no local.

A PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação tem como objetivo investigar o recebimento de vantagens indevidas, entre os anos de 2010 a 2016.

A operação também faz buscas no apartamento do irmão do ministro, Renato Kassab. A ação desta quarta também ocorre em São Bernardo do Campo, São José do Rio Preto e Natal.

O inquérito apura o suposto pagamento do grupo J&F ao ministro por meio de contratos com as empresas Yape Transportes e Yape Consultoria, ligadas ao político. A investigação mira ainda repasses feitos pelo mesmo grupo a Kassab referentes à uma suposta compra do apoio político do PSD pelo PT.

As investigações foram abertas com base na delação de premiada de Wesley Batista e Ricardo Saud, executivos do Grupo.


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